Reportagem do GLOBO percorreu os calçadões de Copacabana e Ipanema e encontrou reforço na fiscalização, redução do comércio irregular e mudanças no perfil dos ambulantes, que passaram a ocupar trechos da faixa de areia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Calçadões da Zona Sul ficaram livres para os pedestres após a operação Tolerância Zero — Foto: Marina Calderon Mais de duas semanas depois do início do programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio para combater o comércio irregular e garantir a livre circulação de pedestres, a paisagem dos calçadões de Copacabana e Ipanema já é outra. Foi o que constatou o GLOBO ao percorrer o espaço na última quinta-feira, entre 15h e 17h. A mudança mais evidente foi o reforço da fiscalização: agentes de ordem pública passaram a circular em duplas ao longo de todo o calçadão. Em Ipanema, a reportagem viu apenas uma mesa de bijuterias artesanais em toda a extensão da orla. Nem todos os ambulantes deixaram o comércio irregular, porém. Parte deles apenas mudou de lugar, deixando o calçadão para vender produtos na faixa de areia — prática que também é proibida. Veja o que mudou na orla após o Tolerância Zero Veja o que mudou na orla do Rio depois do programa Tolerância Zero Arpoador mudou mais O ponto onde a diferença mais chamou atenção foi o Arpoador, no trecho entre a estátua de Tom Jobim e a Pedra do Arpoador. A área, antes conhecida pela grande quantidade de vendedores de artesanato, estava livre de barracas e mercadorias. Os carrinhos de bebidas e de milho, comuns na região, também não foram vistos. Origem do programa O Tolerância Zero foi lançado em 16 de julho, depois de uma série de reportagens do GLOBO mostrarem a desordem na orla carioca e a atuação de facções criminosas na exploração dos ambulantes, que chegavam a cobrar taxas e manter depósitos clandestinos de mercadorias. O programa visa o combate aos ambulantes irregulares, à exploração dos camelôs por grupos criminosos e à presença do tráfico na orla. A medida gerou reação imediata da categoria: ambulantes passaram a realizar manifestações contra a operação. O Ministério Público Federal chegou a pedir a suspensão da iniciativa, sob o argumento de que ela foi implementada sem planejamento conjunto com a União. O órgão defende ações que conciliem ordenamento urbano, combate ao crime e proteção aos trabalhadores. Por outro lado, entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) manifestaram apoio às ações da Prefeitura. Terceira fase: atuação nos bairros Na segunda-feira, a Prefeitura anunciou a terceira fase do programa, que amplia o raio de atuação da fiscalização. A partir desta quarta-feira, as ações passam a incluir trechos de: Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Avenida Rainha Elizabeth, em Copacabana;Rua Prudente de Morais, em Ipanema;Avenida General San Martin, no Leblon.
Vídeo: o que mudou na orla do Rio duas semanas após o Tolerância Zero
Reportagem do GLOBO percorreu os calçadões de Copacabana e Ipanema e encontrou reforço na fiscalização, redução do comércio irregular e mudanças no perfil dos ambulantes, que passaram a ocupar trechos da faixa de areia






