Fernanda Louback (PL) foi confirmada na chapa do presidente da Alerj nesta terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vice de Ruas já foi miss — Foto: Reprodução A escolha da vereadora Fernanda Louback (PL) para compor a chapa de Douglas Ruas (PL) na disputa pelo Palácio Guanabara consolida sua ascensão meteórica na direita do estado. Amiga da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ex-Miss Rio de Janeiro e mãe atípica, Louback construiu uma imagem pública a partir da defesa de direitos de pessoas com deficiência e no espectro autista, ao mesmo tempo em que se tornou uma das vozes do bolsonarismo na Câmara de Niterói, onde exerce um primeiro mandato marcado por discursos conservadores e polêmicas. Empresária e ex-modelo fotográfica, Louback — que foi Miss Rio em 2003, competindo por Nova Friburgo — entrou para a política após obras de revitalização na antiga Rua Coronel Moreira César, atual Rua Ator Paulo Gustavo, em Niterói, prejudicarem o acesso a sua loja de joias, em 2015. As obras foram feitas durante a gestão do prefeito Rodrigo Neves (PDT). Após derrotas nas eleições de 2020 e 2022, foi eleita em 2024 com 3.503 votos, puxada pelo desempenho do PL na cidade. Uma de suas primeiras declarações que repercutiram após sua eleição foi a comparação entre Niterói e o Nordeste brasileiro. Segundo a vereadora, o fato de a cidade ser governada há décadas por partidos de esquerda lembra o comportamento eleitoral da região. — Eu vejo Niterói como o Nordeste do Rio de Janeiro nesse sentido — afirmou. Na Câmara de Niterói, Louback passou a protagonizar alguns dos debates mais acalorados da legislatura. Em março, durante votação do título de cidadã niteroiense para a cantora Ludmilla, teve um bate-boca com a vereadora Benny Briolly (PSOL), autora da homenagem. — Impressionante que hoje parece que é crime no Brasil você ser branco. Vocês me desculpem por ter nascido… Inclusive, o meu avô materno é negro, e o outro de família alemã. Uma mistura danada — disse Louback, que fez referência ao cabelo de Benny Briolly, em tom castanho claro. — Sabe o que é engraçado? Defende tanto o povo negro, e olha a cor do cabelo, hoje. Lei Anti-Oruam Louback foi autora da chamada Lei Anti-Oruam em Niterói, que restringe a contratação com recursos públicos de artistas que façam apologia ao crime ou às drogas em apresentações destinadas ao público infantojuvenil. Com base nessa legislação, criticou um show de Réveillon de Ludmilla na Praia de Icaraí, alegando que a apresentação poderia contrariar a norma. Ela também defende a internação compulsória de pessoas em situação de rua que sejam dependentes de drogas.