Campanha avisou que 'candidata ou candidato' que concorrerá ao lado de senador foi definido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Daniel Ramalho/AFP O senador Flávio Bolsonaro (PL) pretende anunciar nesta quarta-feira o nome escolhido para compor sua chapa como vice na disputa pelo Palácio do Planalto. Em comunicado divulgado na noite de ontem, sua campanha informou que “foi definido o nome do candidato ou da candidata", mas sem antecipar quem foi o escolhido ou escolhida. Diante da dificuldade do parlamentar em atrair outros partidos, aliados especulam que a opção será por alguém do próprio PL. O anúncio será feito no último dia de prazo para que os partidos realizarem as convenções partidárias e definir as posições na eleição. O registro das candidaturas, com os nomes que irão compor as chapas, porém, pode ser realizado até o dia 15. Nos últimos dias, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos recusaram uma aliança com Flávio e declararem neutralidade. Por isso, as discussões no PL passaram a se concentrar em nomes do próprio partido, com o senador Rogério Marinho (RN) e a deputada federal Priscila Costa (CE) entre os favoritos. Caso a chapa pura de Flávio se confirme, ele não será o único a entrar na disputa presidencial sem alianças com outras siglas. Outros candidatos também passaram por situação parecida. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem o presidente de seu partido, Gilberto Kassab, como vice, e o candidato do Novo, Romeu Zema, anunciou ontem o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como colega de chapa. Outro caso é o nome do Missão para o Palácio do Planalto, Renan Santos, que terá o correligionário Aroldo Medina como vice. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetirá a dobradinha com o PSB e terá ao seu lado novamente Geraldo Alckmin como vice. Flávio havia dito em discursos públicos nas últimas semanas que tinha preferência para uma mulher como candidata a vice. A escolha passa por tentar reduzir resistências que o candidato sofre entre o eleitorado feminino. Na semana passada, o presidenciável chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser sua companheira de chapa, mas o partido dela divulgou uma nota em que decidiu pela neutralidade na disputa presidencial. O União Brasil, que forma uma federação com o PP, também aderiu à neutralidade. Ele também cogitou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como possibilidade. O partido dela, porém, também declarou neutralidade na eleição presidencial. Diante das dificuldades com a federação União Brasil- PP e Republicanos, uma parte do entorno do candidato do PL passou a avaliar ter a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), como vice. A legenda, no entanto, também decidiu pela neutralidade. As decisões contrastam com o enário eleitoral de 2022. Na época, PP e Republicanos fizeram parte da coligação de Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição. O União Brasil, por sua vez, teve candidatura própria, com a senadora Soraya Thronicke, hoje no PSB. No segundo turno, adotou neutralidade. Bolsonaro também deixou vice para a última hora A indefinição encontra precedente na primeira campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Em 2018, o então candidato também chegou aos últimos dias das convenções sem saber quem completaria sua chapa e acumulou uma lista de possibilidades enquanto buscava uma composição fora de seu partido. Janaina Paschoal chegou a receber um convite, mas recusou. O general Augusto Heleno foi outra alternativa, e nomes como Magno Malta, Luiz Philippe de Orleans e Bragança e o próprio Marcos Pontes também passaram pelas discussões. A solução só veio em 5 de agosto de 2018, último dia das convenções daquele ano, quando Bolsonaro anunciou o general Hamilton Mourão, então filiado ao PRTB. A composição permitiu a Bolsonaro evitar uma chapa pura do então PSL, embora o PRTB acrescentasse pouco em tempo de televisão. A escolha acabou sendo marcada principalmente pela afinidade política entre os dois militares e pela necessidade de encerrar uma busca por vice que havia se prolongado até o limite do calendário eleitoral. Quatro anos depois, o cenário foi diferente. Em 2022, Bolsonaro chegou à convenção com Walter Braga Netto definido. O ex-ministro da Defesa havia deixado o governo meses antes e já era publicamente apontado como o escolhido para substituir Mourão na chapa.
Após negativas do Centrão, Flávio anuncia nome de vice no último dia de prazo para convenções partidárias
Campanha avisou que 'candidata ou candidato' que concorrerá ao lado de senador foi definido










