Duas pessoas que montavam brinquedos para uma festa infantil de rua ficaram feridas no último sábado (1º) depois que um drone lançou uma bomba sobre a favela dos Dourados, em Cordovil, na zona norte do Rio, controlada pelo CV (Comando Vermelho) e disputada pelo TCP (Terceiro Comando Puro), facção rival na região.
É o mais recente de uma série de pelo menos sete casos de explosões provocadas por artefatos lançados de drones no Rio desde março, entre treinamentos de criminosos e ataques contra rivais, moradores e forças de segurança.
Diante do crescimento dos episódios, a Polícia Civil formalizou em 13 de julho a criação da Coant (Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas), unidade que reúne pilotos próprios e concentra o trabalho de inteligência sobre o uso de drones pelo crime.
A estrutura física do setor já existia desde o fim de março, quando a corporação anunciou a compra de seis modelos de drones chineses, dentro de um pacote de investimento em tecnologia que somou R$ 2,1 milhões nos últimos dois anos.
"A gente sentiu necessidade de uniformizar isso. Para que nós atuássemos sob os mesmos protocolos, que nós tivéssemos a capacidade de fundir as regras que regulam o setor", afirma o delegado Marcos Motta, à frente da coordenadoria.








