Com isso, o empresário deve seguir sendo representado pelo escritório do advogado Eduardo Toledo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso comunicaram nesta tarde ao Supremo Tribunal Federal que deixaram a defesa do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero. A manifestação foi protocolada nos procedimentos em andamento no Supremo. Com a renúncia, os dois advogados e os integrantes do escritório deles deixam oficialmente o caso e o empresário deve seguir sendo representado pelo escritório do advogado Eduardo Toledo, que está com ele desde a primeira fase da operação Compliance Zero. Procurado, o advogado não respondeu sobre a troca na equipe de defesa. A renúncia foi comunicada um dia depois de a defesa do empresário pedir o adiamento do depoimento dele à PF na investigação sobre a relação de Lima com o senador petista Jaques Wagner, que deixou o posto de líder do governo no Senado após ser alvo da operação. O depoimento à Polícia Federal estava marcado para acontecer nesta segunda-feira (3) mas foi adiado e ainda não tem data para ser realizado. O próprio senador tem depoimento marcado para a próxima sexta-feira, (7). A reportagem tentou contato com o escritório Figueiredo e Velloso, mas não obteve retorno. Em junho, o ex-líder do governo no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações da Polícia Federal (PF) miram a suposta atuação de Wagner para beneficiar o Master. Ele teria proximidade, em especial, com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco, segundo os investigadores. A principal suspeita sobre ele envolve a compra de um apartamento de luxo de cerca de R$ 2,45 milhões, no bairro do Horto Florestal, em Salvador (BA), por meio de Lima. A PF apura se o parlamentar teria atuado para atender aos interesses do ex-sócio de Vorcaro e do banco enquanto mantinha uma relação de proximidade com ele, em troca de supostas vantagens. De acordo com as investigações, as tratativas sobre a aquisição de um apartamento de luxo para Wagner não pararam nem depois da deflagração da primeira fase da Compliance Zero, que prendeu pela primeira vez Daniel Vorcaro, dono do Master. A defesa do parlamentar sempre negou envolvimento dele em irregularidades. Augusto Lima — Foto: Reprodução/O Globo