Segundo Mate Pencz, CEO da Loft, a ideia, “a médio e longo prazo”, é atender à “pirâmide inteira” dos imóveis novos, incluindo unidades do Minha Casa, Minha Vida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Plataforma atua em unidades acima de R$ 600 mil, mas ideia flexibilizar o limite até os imóveis do MCMV — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A plataforma imobiliária Loft começou em maio deste ano a atuar no mercado de imóveis primários (lançamentos), mas restrita a unidades que custem acima de R$ 600 mil. A ideia da empresa, porém, é que esse limite não exista por muito tempo. Mate Pencz, CEO da Loft, afirma que a ideia, “a médio e longo prazo”, é atender à “pirâmide inteira” dos imóveis novos, incluindo as unidades que integram o programa Minha Casa, Minha Vida — e que já respondem por mais da metade dos lançamentos no país, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Nos imóveis novos de mais de R$ 600 mil, a Loft entra em cena na hora do repasse do financiamento imobiliário, quando a obra termina e o comprador precisa contratar crédito com um banco para quitar a unidade, se houver saldo devedor. A empresa faz a análise da carteira de compradores e apresenta opções de financiamento disponíveis com bancos, conseguindo pré-aprovação, explica o CEO. A meta da Loft é intermediar R$ 1 bilhão em financiamentos desse tipo ainda em 2026 — no total, a empresa prevê intermediar R$ 12 bilhões em crédito no ano, incluindo o mercado secundário, de imóveis usados. Para as incorporadoras, a ferramenta pode ajudar a evitar casos de distrato, quando o cliente desiste da compra, algo que gera “muita dor de cabeça” para as empresas, afirma o CEO. “Temos metas ambiciosas de destravar valor nessa interface.” Para atingir imóveis abaixo de R$ 600 mil e que estejam no MCMV, no entanto, a solução precisa ser outra. Os imóveis do programa saem com o financiamento contratado desde o início. A Caixa Econômica Federal domina esse segmento, e a Loft busca uma solução “escalável” que funcione com o banco, afirma o executivo. Pencz identifica que uma “dor” do comprador do MCMV acontece quando ele tenta vender sua unidade. Podem haver restrições por cinco ou dez anos, ou a necessidade de devolver subsídios recebidos, a depender de cada situação, e a empresa poderia auxiliar o comprador nisso, segundo o fundador. “Falta visibilidade sobre como esse processo pode funcionar”, afirma. “Ainda vejo um mato muito alto para a gente educar o mercado e criar mais liquidez.” Enquanto essa solução não sai do papel, ainda neste ano, a Loft quer anunciar um software para incorporadoras, conta Pencz, de olho em empresas pequenas e médias, que muitas vezes são negócios familiares “menos estruturados”. A empresa também quer que incorporadoras anunciem seus lançamentos na plataforma. Até agora, a oferta de imóveis novos depende de que imobiliárias parceiras os incluam no sistema, mas nem todas trabalham com esse tipo de unidade. “A gente quer abrir isso cada vez mais para as incorporadoras também”, diz. Produtos como os softwares ferramentas de garantia locatícia e seguro residencial, com as quais a Loft também trabalha, respondem por uma parte acessória da receita da companhia, em torno de 10% a 15% do total. Porém, cumprem a função de atrair imobiliárias e incorporadoras para disponibilizar seus portfólios pelo sistema da Loft. O grosso da receita vem da taxa que a empresa cobra em cada transação da qual participa, como na locação de imóveis e na contratação de crédito imobiliário. Também entram aí taxas sobre operações de crédito que têm um imóvel como garantia do imóvel (“home equity”), que cresceram 150% no primeiro semestre, segundo a empresa. Apesar da queda mais lenta da taxa Selic, que prejudica o poder de compra dos consumidores, a companhia elevou em 55% o número de transações de compra, venda e locação no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2025, para 338 mil. Segundo Pencz, o valor transacionado também cresceu, embora a empresa não detalhe esse número. Para ele, o mercado imobiliário está “em um cenário melhor do que estávamos no ano passado”, embora “não tão bom quanto todo mundo esperava, com a queda maior da Selic”.
Após entrar no ramo de imóveis novos para classe média, Loft tem planos para o MCMV
Segundo Mate Pencz, CEO da Loft, a ideia, “a médio e longo prazo”, é atender à “pirâmide inteira” dos imóveis novos, incluindo unidades do Minha Casa, Minha Vida








