“Uma vez que você tem uma liminar, a gente vai cumprir a liminar, não temos outra opção, mas vamos estabelecendo conhecimento e evoluindo nossa atuação sobre isso”, acrescentou Carlos Marinelli 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carlos Marinelli, presidente da Bradsaúde — Foto: Maria Tereza Correia/Valor A Bradsaúde, empresa que passou a reunir os ativos de saúde do Bradesco, disse que a judicialização é tema presente e estrutural do setor, que tem ganhado contornos mais intensos no Brasil ultimamente. Segundo Carlos Marinelli, presidente da companhia, embora a empresa siga o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), a rápida evolução tecnológica e demandas por tratamentos não disponíveis no país criam instabilidades contratuais. “Questão de demandas judiciais é algo que, sim, nos preocupa, mas entendo que a gente está tendo cada vez mais uma maturidade sobre o tema”, disse Marinelli em coletiva com jornalistas que discutiu os resultados do segundo trimestre nesta terça-feira (4). “Uma vez que você tem uma liminar, a gente vai cumprir a liminar, não temos outra opção, mas vamos estabelecendo conhecimento e evoluindo nossa atuação sobre isso”, acrescentou o presidente. A nova companhia tem em seu portfólio a seguradora de saúde Bradesco, a operadora Medservice, a Atlântica Hospitais, a operadora dental OdontoPrev, o Fleury, a empresa de tecnologia Orizon, a rede de oncologia Croma, a rede de clínicas médicas Meu Doutor e a startup Kortex. No segundo trimestre, a taxa de sinistralidade da Bradsaúde atingiu 83,8%, aumento de 1,7 ponto percentual na comparação anual, mas somou 83,3% nos 12 meses encerrados em junho, queda de 1,0 ponto percentual, cenário que a empresa interpreta como estabilidade. Questionado sobre o porquê de preferir a métrica anualizada ao invés da trimestral, Marinelli disse que o consumo de saúde possui variações sazonais e o indicador de 12 meses permite anualizar essas oscilações de frequência e custo médio para observar a real tendência e direção do negócio. “Por isso que é importante não olhar só para o segundo trimestre, mas olhar para o semestre e para os últimos 12 meses. E, nesse período, esse número é um número de estabilidade”, disse o presidente. Atlântica Hospitais Na coletiva, a companhia destacou que a Atlântica Hospitais apresentou forte evolução no segundo trimestre, consolidando-se como importante vetor de crescimento. O comando da empresa disse que o ecossistema consolidado da empresa começa a mostrar robustez para além da seguradora de saúde Bradesco e da Odontoprev. “Quando falamos do crescimento de outros ativos do ecossistema, temos a contribuição da linha de serviços, especialmente da Atlântica Hospitais”, disse Vinicius Cruz, diretor financeiro da Bradsaúde. No período, a Bradsaúde registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, alta de 24,8% na comparação anual. A expansão de 312% no lucro da Atlântica Hospitais, para R$ 64 milhões, fez a participação no lucro consolidado subir de 2% para 6% no segundo trimestre, disse o comando da companhia. “Os hospitais começam a amadurecer nas praças onde foram instalados. É um crescimento natural”, disse o diretor financeiro. No segmento hospitalar, a Atlântica Hospitais chegou em junho com 21 hospitais e cerca de 4 mil leitos. “O número de R$ 64 milhões de lucro da Atlântica, perto do todo, ainda é um número modesto, mas mostra a qualidade e a diversidade desse resultado que estamos compartilhando”, disse Carlos Marinelli, presidente da Bradsaúde. OdontoPrev A seguradora de saúde Bradesco registrou no segundo trimestre receita de R$ 13,1 bilhões, avanço de 11,5% sobre o mesmo período de 2025. A empresa encerrou o trimestre com 4,1 milhões de usuários de planos de saúde. O lucro da seguradora foi de R$ 923 milhões no período, alta de 37,1%. A OdontoPrev encerrou o trimestre com lucro líquido de R$ 115,7 milhões, queda de 20,8%, e receita de R$ 636,6 milhões, alta de 5,6% na comparação anual, alta menor que a dos custos, que avançaram 7,8% para R$ 238 milhões. A empresa encerrou o período com 9,5 milhões de usuários de planos odontológicos. Segundo Cruz, a queda no lucro da Odontoprev está relacionada a custos com criação da empresa e base de comparação maior do mesmo período do ano anterior. “Além dos efeitos relacionados à transação, como despesas administrativas e os honorários dos assessores que apoiaram a companhia no processo, tivemos também, no ano passado, eventos que contribuíram para o resultado e, portanto, uma comparação direta traz essa percepção ”, disse o diretor financeiro.
Judicialização preocupa, mas temos maturidade para lidar com o tema, diz presidente da Bradsaúde
“Uma vez que você tem uma liminar, a gente vai cumprir a liminar, não temos outra opção, mas vamos estabelecendo conhecimento e evoluindo nossa atuação sobre isso”, acrescentou Carlos Marinelli






