Na ocasião, Cleitinho afirmou que não iria decepcionar a legenda. Segundo Cleitinho, Deus teria falado com ele e mandado uma mensagem por meio do Espírito Santo para que ele fosse candidato. O presidente do partido, Marcos Pereira, contudo, declarou encerrada a fase deliberativa da convenção e sustentou que deu várias oportunidades para ele se decidir. Na sequência, negou o pedido. Agora no g1 "Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga", exclamou Cleitinho durante a convenção. "Eu não vou decepcionar o partido. Eu não vou decepcionar o senhor presidente. Eu vou aumentar essa bancada mineira dentro do partido. Quem que nunca foi e voltou? Quem que nunca teve equívoco? Quem que nunca errou que levante a mão, por favor?", prosseguiu o senador. Após a fala de Cleitinho, o presidente do Republicanos assumiu a palavra e encerrou as deliberações na convenção. "Concluída a apreciação da ordem do dia, eu declaro encerrada a fase deliberativa desta convenção", afirmou Marcos Pereira. "Essa convenção não é para deliberar sobre decisões do estado de Minas nem de nenhum outro estado da Federação", emendou. Marcos Pereira destacou que respeita o senador e relembrou problemas familiares pelos quais Cleitinho passou nos últimos meses. Em seguida, afirmou que, diferentemente do que ocorreu com Cleitinho, Deus ainda não tinha falado com ele para que o senador fosse candidato ao governo de Minas pelo seu partido. "O senador Cleitinho passou por um momento muito difícil, que eu me solidarizo [...], que foi a perda, há poucos dias, do seu irmão", argumentou o presidente do partido. "Foi dada a oportunidade ao senador Cleitinho de comparecer à convenção no dia 25 de julho e se declarar candidato a governador do bravo estado de Minas. Em não sendo possível o comparecimento, que ele então se fizesse representar por procuração, o que é legalmente permitido. O senador Cleitinho não aceitou nem comparecer e nem enviar a carta com a procuração dizendo que era candidato", completou. Cleitinho (Republicanos-MG) — Foto: Agência Senado/Reprodução Atritos dentro do partido O pedido de Cleitinho ocorre poucos dias após uma crise pública entre o senador e a direção nacional do Republicanos. Na ocasião, o partido alegou que a ausência do senador na convenção estadual inviabilizou sua candidatura e afirmou que ele não havia assumido de forma definitiva o projeto eleitoral. Na nota divulgada pelo Republicanos, a legenda afirmou que trabalhou para viabilizar a candidatura, mas que faltou uma definição inequívoca do próprio senador. O partido também disse que a ausência de Cleitinho na convenção estadual de 25 de julho produziu "consequências inevitáveis". Cleitinho reagiu e disse que seria candidato Na ocasião, houve um choque público entre o posicionamento de Marcos Pereira e o de Cleitinho, que insistia na candidatura mesmo após o Republicanos anunciar apoio ao ex-secretário Marcelo Aro (PP). - Esta reportagem está em atualização