A britânica Emma Nicholls fica com os olhos cheios de lágrima até hoje ao rememorar do que aconteceu em 2 de setembro de 2018.

"Eu chorei naquele dia, foi devastador. E, mesmo de falar sobre isso oito anos depois, ainda me emociono", relata a paleontóloga, que é gerente de coleções do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O evento ao qual Nicholls se refere aconteceu a milhares de quilômetros de distância, do outro lado do Atlântico: o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos maiores museus de história natural e antropologia das Américas.

Estima-se que o desastre ocorrido há cerca de oito anos tenha destruído mais de 80% do acervo e gerado perdas irreparáveis.

Desde então, diversas instituições ao redor do mundo têm feito um esforço para contribuir com a restauração do acervo da instituição brasileira.