Sinais contraditórios sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz impulsionam novamente os preços do petróleo no exterior nesta terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manhã no mercado: Investidores monitoram Oriente Médio e aguardam dados no Brasil e nos EUA — Foto: Benjamin Girette/Bloomberg Os sinais contraditórios sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz impulsionam novamente os preços do petróleo no exterior nesta terça-feira. Ao passo que o Irã afirma não haver conversas em andamento com os Estados Unidos, as declarações do presidente americano, Donald Trump, de que há tratativas em curso com Teerã reforçam a expectativa de uma solução diplomática e aliviam, ao menos por ora, as tensões de uma nova escalada militar no Oriente Médio. Por volta das 8h, o petróleo Brent com entrega para outubro subia 1%, cotado a US$ 84,53 por barril, e o WTI com entrega para setembro tinha alta de 0,77%, a US$ 80,96 o barril. Em Wall Street, os futuros dos índices de Nova York subiam antes do primeiro resultado da SpaceX desde o IPO, que poderá chacoalhar a performance das ações de tecnologia. O futuro do S&P 500 avançava 0,20% e do Nasdaq ganhava 0,77%. Ao mesmo tempo em que o mercado observa o cenário geopolítico, os investidores aguardam os números da produção industrial de junho no Brasil e o relatório Jolts nos Estados Unidos. Segundo a mediana das 14 projeções de economistas coletadas pelo Valor Data, a indústria brasileira deve mostrar novo resultado negativo na margem em junho. O levantamento mostra recuo de 0,6% em junho ante maio, após queda de 0,2% no mês anterior. As incertezas sobre a trajetória dos juros nos dois países reforçam a importância da bateria de dados do mercado de trabalho americano a ser divulgada nesta semana, incluindo o relatório oficial de empregos ("payroll"), na sexta-feira, além do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, amanhã. O ambiente de incerteza também tem elevado a sensibilidade do mercado de juros aos choques externos. Como mostra reportagem do Valor desta terça, a volatilidade das taxas dos contratos de DI de dois anos saltou de uma média de 9% antes do conflito para 18% desde o fim de fevereiro. No período, as oscilações diárias superiores a 20 pontos-base passaram a ocorrer em 22% dos pregões, ante apenas 2% anteriormente, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores. Por aqui, a previsão dos participantes do mercado é praticamente unânime: o colegiado irá reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas as dúvidas giram em torno dos próximos passos, especialmente do que será decidido em setembro. Se antes a aposta era de que o Copom iria pausar o ciclo de afrouxamento monetário, os dados mais benignos da economia brasileira aumentaram as chances de continuidade dos cortes. 04/08/2026 08:14:07
Manhã no mercado: Investidores monitoram Oriente Médio e aguardam dados no Brasil e nos EUA
Sinais contraditórios sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz impulsionam novamente os preços do petróleo no exterior nesta terça-feira






