Moradores de Barra, Recreio e arredores querem criação de Câmara Técnica para definir melhor estratégia para a praia, onde danos causados por ressacas são frequentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Praia da Macumba é alvo frequente de ressacas, que já destruíram quiosques e até o calçadão — Foto: Walter Farias As marcas deixadas pelas ressacas na Praia da Macumba já fazem parte da paisagem do Recreio dos Bandeirantes. De 2005 para cá, trechos do calçadão desabaram, quiosques foram atingidos e obras emergenciais se repetiram na tentativa de conter o avanço do mar. Sem uma solução definitiva, moradores resolveram se mobilizar para lançar um abaixo-assinado na plataforma Change.org. A ideia é cobrar a realização de uma audiência pública e a criação de uma Câmara Técnica que discuta alternativas para estabilizar a embocadura do Canal do Rio Morto e conter a erosão costeira. A expectativa é reunir representantes do poder público, universidades, entidades ambientais e sociedade civil para analisar projetos e definir uma intervenção permanente para a região. — Precisamos parar de apagar incêndio e resolver esse problema de uma vez por todas. Os frequentadores da Praia da Macumba estão sempre sob tensão — afirma o idealizador da petição, Abílio Fernandes, ex-gestor do Parque da Prainha. Em outubro de 2017, o calçadão afundou e três quiosques foram destruídos pelas ondas — Foto: Divulgação/Abilio Fernandes Essa cobrança retoma uma discussão antiga. Em 2017, uma forte ressaca destruiu parte do calçadão, comprometeu a Estrada do Pontal e chegou a ameaçar imóveis na orla. Para o comerciante e surfista Rico de Souza, que acompanha a evolução da praia desde a década de 1960 e mantém um quiosque na região há mais de 20 anos, os reparos executados até agora apenas adiam uma ação necessária. — A prefeitura já fez algumas obras emergências. Conserta um pedaço e depois vai embora outra vez. É preciso uma obra que faça diferença de verdade. Essa praia tem um potencial turístico enorme, mas precisa de mais carinho do poder público — diz. Embora reconheça os impactos na infraestrutura, o geólogo Francisco Dourado, coordenador do Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres (Cepedes/Uert), pondera que existe uma dinâmica da faixa de areia que precisa ser reconhecida e defende a necessidade de estudos do caso. — Conhecendo o passado e o presente, podemos pensar no planejamento futuro. São necessários estudos para entender qual solução tomar — explica. Procurada, a Secretaria do Patrimônio da União informou que a Praia da Macumba não integra o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) — instrumento usado para transferir ao município a gestão do território federal — e afirmou apenas que eventuais intervenções seguem diretrizes nacionais de prevenção e proteção à erosão costeira. Já a prefeitura não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação desta reportagem.
Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva
Moradores de Barra, Recreio e arredores querem criação de Câmara Técnica para definir melhor estratégia para a praia, onde danos causados por ressacas são frequentes






