Na reabertura dos trabalhos da corte, presidente do TSE faz defesa do equipamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nunes Marques, presidente do TSE — Foto: Antonio Augusto/TSE O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exaltou nesta segunda-feira (3) as urnas eletrônicas e disse que o sistema eletrônico de votação é um “patrimônio da democracia brasileira” que está em "permanente evolução tecnológica". A declaração foi dada na reabertura dos trabalhos da corte, que passou por um recesso no mês de julho. A fala também ocorre dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, fazer declarações falsas sobre as urnas. O político disse em 21 de julho, a embaixadores, que parte dos equipamentos teriam a mesma origem de urnas usadas na Venezuela. Nunes Marques afirmou que estão sendo feitas durante esta semana “demonstrações públicas da urna eletrônica”, para “reafirmar a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira”. Nunes Marques também afirmou que a Justiça Eleitoral seguiu atuando durante o recesso e destacou, entre outras, as reuniões realizadas com representantes de plataformas digitais e de institutos de pesquisa. Ele não tratou diretamente, no entanto, de riscos envolvendo o uso irregular de ferramentas de inteligência artificial durante a disputa, tema que preocupa colegas. “No fortalecimento da integridade do processo eleitoral e da cooperação institucional, realizamos reuniões técnicas com representantes das principais plataformas digitais para implementação dos planos de conformidade previstos na regulamentação eleitoral e o aperfeiçoamento dos mecanismos de atuação coordenada durante o pleito”, disse. Em 16 de julho, as big techs assinaram memorandos de entendimento em que renovam a parceria com o TSE para colaborar com o combate de conteúdos desinformativos durante as eleições. O ministro afirmou que o TSE realizará ainda nesta semana um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior do Trabalho (TSE) e com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para combater o assédio eleitoral, prática em que empregadores pressionam trabalhadores a voltarem em determinado candidato.