Eleições 2026

Cleitinho Azevedo (Republicanos) conseguiu uma façanha rara até para os padrões da política mineira. Liderou todas as pesquisas, foi barrado pelo próprio partido, rebelou-se em praça pública, mobilizou o bolsonarismo para recuperar a candidatura e, quando a porta parecia novamente aberta, desistiu de atravessá-la.

Nesta segunda-feira 3, ao lado dos presidentes nacional e estadual do Republicanos, os deputados federais Marcos Pereira e Euclydes Pettersen, o senador anunciou que não disputará o governo de Minas. Chorou, pediu perdão e disse não ter condições emocionais de enfrentar uma campanha depois da morte do irmão Matheus Azevedo, aos 34 anos, em 18 de julho.

Pereira conduziu o vídeo postado nas redes sociais do partido, encerrando uma novela que, durante cinco dias, desmontou alianças, provocou uma rebelião partidária e deixou a eleição para o governo mineiro um caos.

A desistência bagunçou sobretudo a direita. Marcelo Aro (PP) saiu da disputa pelo Senado, rompeu com o governador Mateus Simões (PSD), apresentou-se como candidato ao Palácio Tiradentes e agora é o principal nome para ocupar o espaço deixado pelo favorito.