Recuo permitirá que Todd Blanche tenha o apoio de mais senadores republicanos Dois importantes senadores republicanos disseram nesta segunda-feira que apoiarão o nome de Todd Blanche para secretário de Justiça dos Estados Unidos, abrindo caminho para a confirmação da indicação após um acordo que revogará um controverso pacote contra a "instrumentalização política" do governo, amplamente criticado por ser visto como um fundo destinado a beneficiar apoiadores do presidente Donald Trump. John Cornyn, do Texas, e Thom Tillis, da Carolina do Norte, vinham bloqueando a indicação de Blanche enquanto buscavam uma confirmação por escrito de que o Departamento de Justiça não levaria adiante o fundo de US$ 1,8 bilhão. Blanche, ex-advogado pessoal de Trump que está no cargo de secretário de Justiça interinamente desde abril após a demissão de Pam Bondi, publicou uma declaração nas redes sociais afirmando que o fundo havia sido revogado. "Queremos expressar nossa gratidão a Blanche e à sua equipe por trabalharem conosco nessa questão e esperamos votar em breve para fazer sua indicação avançar na Comissão de Justiça do Senado", disseram os dois senadores republicanos em uma declaração conjunta. O apoio dos dois provavelmente permitirá que a comissão faça a indicação de Blanche avançar nesta terça-feira. A votação no plenário do Senado poderá ocorrer já no sábado, a menos que os democratas concordem com uma votação antecipada. O acordo parece encerrar uma das mais importantes rebeliões de republicanos contra Trump no Congresso, liderada por dois parlamentares que devem se aposentar no fim deste ano. O fundo foi criado como parte de um acordo judicial para encerrar um processo de US$ 10 bilhões movido por Trump contra o próprio governo, no qual alegava que a Receita Federal dos EUA (IRS) havia administrado de maneira inadequada seus registros fiscais. Os defensores afirmam que o fundo tinha como objetivo indenizar pessoas que, segundo eles, foram injustamente perseguidas pelo governo federal. Críticos, entre eles Tillis e Cornyn, disseram que o mecanismo poderia direcionar dinheiro dos contribuintes a aliados de Trump, incluindo pessoas que agrediram policiais durante a invasão do Congresso em 6 de janeiro de 2021. Os senadores republicanos também haviam se oposto a uma ordem relacionada que impedia a Receita Federal de auditar declarações fiscais anteriores de Trump, seus parentes e suas empresas referentes a qualquer declaração apresentada antes de 18 de maio. Eles disseram que queriam esclarecimentos que restringissem a quem e de que forma a medida se aplicava, para garantir que Trump não recebesse imunidade fiscal irrestrita e permanente. Blanche atendeu à exigência, especificando que a medida se aplica apenas a Trump, seus filhos e à empresa da família, e que suas futuras declarações fiscais ainda poderão ser investigadas. “O Departamento reconheceu, em uma ordem escrita e vinculante, que o acordo sobre as auditorias se limita aos autores da ação e que seu alcance não se estende para além dos réus no processo, a Receita Federal e o Departamento do Tesouro, atendendo a preocupações compartilhadas por vários de nossos colegas republicanos”, disseram Tillis e Cornyn. A ordem de Blanche afirmou que a determinação tributária “se aplicava, por seus próprios termos, apenas retroativamente”. Todd Blanche — Foto: Reuters/Annabelle Gordon
Indicado de Trump para Justiça desiste de fundo contra 'instrumentalização política' para conseguir o cargo
Recuo permitirá que Todd Blanche tenha o apoio de mais senadores republicanos














