Segundo candidato do PSD à Presidência, na avaliação da campanha do petista, o adversário do PL é um "peru de Natal", que será servido no segundo turno Ex-governador Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD — Foto: Divulgação/Flickr - Ronaldo Caiado O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta segunda-feira (3), que os eleitores do agronegócio que apoiam o senador e candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, "não acordaram". Segundo o presidenciável, ele é "agro raiz", ao contrário do adversário, que classificou como "sabor agro". "Eu não sou sabor agro. Eu conheço a realidade. Eu sou médico, eu sou produtor rural, eu sou uma pessoa que estuda e que debate", disse Caiado em entrevista ao canal My News. O candidato do PSD afirmou que sua trajetória política é marcada pela defesa do agronegócio, citando medidas como a securitização de dívidas rurais, o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e a participação na elaboração do Código Florestal. "O que ele [Flávio Bolsonaro] entende num debate [sobre o agro]?", questionou. Caiado disse ainda que o PT "destruiu" a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Além disso, afirmou que não há políticas estruturantes para o setor rural nos governos petistas. "O PT destruiu a Embrapa. Acabou. Nós não somos mais aquela referência que fomos… Qual é a política estruturante que teve o setor rural? Vamos debater a causa do nosso endividamento?", provocou. Questionado sobre se sua prioridade é superar Lula Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro, Caiado respondeu que seu objetivo é derrotar o PT, mas reconheceu que, para disputar o segundo turno, é necessário conquistar os votos do presidenciável do PL. "Não adianta nada o Flávio ir para o segundo turno, porque, ao chegar lá, ele vai ter que ficar se explicando das denúncias contra ele", disse. "Peru de Natal" Caiado voltou a afirmar que as pesquisas indicam que ele é o único candidato capaz de derrotar o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno. O ex-governador de Goiás disse ainda que, na avaliação da campanha do petista, Flávio Bolsonaro é um "peru de Natal", que será servido no segundo turno. Para chegar ao segundo turno, o candidato do PSD disse que pretende intensificar a construção de palanques estaduais, um dos principais desafios de sua campanha. Segundo ele, o foco é ampliar o apoio político nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de apresentar sua experiência administrativa como credencial para disputar a Presidência. "A liderança e o comando do país você não herda, você constrói. E você constrói com exemplo de vida", disse. Caiado também criticou a postura do PL após a derrota nas eleições de 2022. O presidenciável do PSD afirmou que quem perde uma eleição deve reconhecer o resultado, em vez de atribuir a derrota a terceiros. "Por que o PL perdeu a eleição? Porque não adianta você ficar reclamando de urna, não adianta você ficar botando culpa nos outros. A pessoa, quando perde a eleição, tem que ter humildade: dizer, 'olha, perdi a eleição'. Pronto", ressaltou Caiado. Feminicídio Questionado sobre propostas para combater o feminicídio, o presidenciável do PSD afirmou que, se eleito presidente, pretende propor o confisco dos bens de condenados por violência contra a mulher, com a destinação do patrimônio às vítimas ou, em casos de feminicídio, aos filhos. Ele também disse que pretende ampliar mecanismos de proteção às mulheres, como o chamado "botão do pânico", para permitir o acionamento imediato da polícia em situações de risco.
Caiado volta a chamar Flávio Bolsonaro de candidato ‘sabor agro’
Segundo candidato do PSD à Presidência, na avaliação da campanha do petista, o adversário do PL é um "peru de Natal", que será servido no segundo turno







