Uma gestante de Londres, no Reino Unido, passou por uma cirurgia inédita nos Estados Unidos que permitiu corrigir um defeito congênito no bebê antes do nascimento.

Maisie Savage foi operada quando estava com 26 semanas de gestação. O filho dela, Theo, hoje com cinco meses, tinha gastrosquise, malformação em que a parede abdominal não se fecha completamente durante a gestação, fazendo com que o intestino se desenvolva fora do abdômen.

Os médicos expuseram parcialmente o útero da mãe e, por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, recolocaram cuidadosamente os órgãos do bebê no abdômen.Theo foi o terceiro bebê no mundo a participar desse estudo clínico pioneiro. Savage, 29, e o pai de Theo, Josh French, 36, ambos professores, dizem estar aliviados com o sucesso da cirurgia.

"Ele é um pequeno milagre, não é?", disse Savage à BBC News. Mas os dois sabem que a história poderia ter sido muito diferente.

O defeito congênito grave afeta 1 em cada 3 mil bebês nascidos no Reino Unido a cada ano. Mesmo nos casos mais favoráveis, os recém-nascidos podem precisar passar semanas em uma UTI neonatal, receber nutrição por sonda ou por via intravenosa e ser submetidos a cirurgia corretiva.Nos casos mais complexos, como o de Theo, a internação em uma UTI neonatal pode durar até seis meses. Além disso, o bebê pode precisar passar por várias cirurgias, receber alimentação por via intravenosa por até dois anos e, em alguns casos, fazer um transplante de intestino.