As apostas esportivas online deixaram de ser apenas tema de regulação e publicidade do mercado. Transformaram-se em desafio para a política pública, com impactos negativos sobre o orçamento das famílias e na saúde mental, demandando, cada vez mais, ações de proteção social.
A decisão do Supremo Tribunal Federal de manter a proibição de novos cadastros de beneficiários de programas sociais em plataformas de apostas é um indicativo de que o Estado começa a reconhecer a dimensão dessa questão.
Há, porém, um ponto ainda pouco observado: os efeitos das bets sobre estudantes beneficiários de bolsas de estudos concedidas por entidades com Cebas (Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social) ou com adesão ao ProUni (Programa Universidade para Todos).
No primeiro semestre de 2026, o ProUni ofertou recorde de 594,5 mil bolsas. Instituições como o Cebas ofertaram 778 mil bolsas em 2020, segundo o Fonif (Fórum Nacional das Institutições Filantrópicas).
Estamos falando de um universo considerável de estudantes vulneráveis tanto na educação básica como na educação superior. E é sobre os efeitos das bets nesse universo que precisamos conversar.







