O indicador, que define a dinâmica da dívida pública, supera com folga a projeção do FMI para a média deste ano dos países emergentes, de 6% do PIB O gasto trilionário e crescente com juros levou o déficit nominal nos 12 meses até junho para R$ 1,317 trilhão, o equivalente a 9,99% do PIB, número também influenciado pelo rombo no resultado primário (que não inclui despesas financeiras). O buraco só não chegou a dois dígitos por causa dos ganhos do Banco Central (BC) com os swaps cambiais, de R$ 75,5 bilhões, correspondentes a 0,56% do PIB, devido à valorização do real no período. Sem o impacto dos swaps sobre as despesas com juros, o déficit nominal no período teria sido de 10,55% do PIB, como aponta Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon.

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