Pré-candidatos e articuladores políticos vinculados à direita do Rio de Janeiro, mas não identificados com o bolsonarismo, têm evocado símbolos e o legado do jornalista e político Carlos Lacerda (1914-77), ex-governador da Guanabara, em meio à aguda crise institucional da política fluminense.
A crise envolve um ex-governador inelegível, substituído por um desembargador que ocupa a cadeira interinamente, e três parlamentares presos em sete meses sob suspeita de crimes, além de outros políticos investigados.
Reivindicar o lacerdismo, os apoiadores afirmam, é uma forma de resgatar o que entendem ser um período próspero do antigo estado e uma figura da direita brasileira que denunciou corrupção. Para opositores, Lacerda ficou marcado por respaldar conspirações e golpes, incluindo o militar de 1964, sobre o qual ele mudou de opinião tempos depois.
O resgate do lacerdismo envolve um projeto de relançar a Tribuna da Imprensa, jornal que ele fundou, além de menções a discursos e planos de gestão do ex-governador.
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) tem como programa de governo a "desfavelização", que consistiria em remover ocupações ilegais e facilitar a aquisição de títulos de propriedade.







