Eclipsado pela atenção global no Oriente Médio e pelos protestos estudantis em casa, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, acelerou um projeto que visa criar uma aliança informal de países cercando seu principal rival geopolítico, a China.
Em maio, recepcionou em Nova Déli o líder do Vietnã, To Lam. Em junho, foi às Ilhas Seychelles. Em julho, Modi visitou Indonésia, Austrália e Nova Zelândia. Logo depois, recebeu em Nova Déli a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Em todos os encontros houve a assinatura ou reforço de acordos de cooperação econômica e de defesa. No caso vietnamita e indonésio, foram revelados negócios inéditos para a venda do míssil de cruzeiro supersônico russo-indiano BrahMos.
Em comum, todos os envolvidos são rivais do colosso chinês e têm geografia peculiar. Basta observar um mapa e ver que as principais rotas marítimas da China são suscetíveis a ações dessas nações.
"A Índia não tem o poder bruto para se contrapor à China por meios militares ou econômicos. Como ela é relutante em aderir a alianças formais, a única alternativa é criar uma coalizão mais frouxa que possa envergonhar, constranger ou colocar barreiras quando a China for mais agressiva", disse à Folha Kanti Bajpai.






