Dentro da tipologia criada no Vale do Silício, existe a curiosa figura do garoto-gênio (ou garota). São jovens precocemente ungidos pela mídia e investidores como prodígios. Vários carregam passagens por universidades de ponta. Inclusive não concluindo o curso, preferindo empreender direto. Vendem a imagem de prever o futuro ou de criar empresas únicas. Boa parte tem um destino trágico: a ruína ou a prisão.
O mais recente a fazer a passagem para o lado trágico é Leopold Aschenbrenner. Aos 25 anos, ele acaba de destruir US$ 35 bilhões (R$ 177,7 bilhões) dos seus ativos em sete dias. Leopold nasceu na Alemanha no começo dos anos 2000. Entrou para a universidade Columbia aos 15 anos. Em 2023 foi trabalhar na OpenAI. Foi demitido em abril de 2024. Em junho daquele ano veio a virada na sua trajetória rumo à ascensão: publicou na internet um texto que viralizou, cheio de previsões, inclusive sobre a chegada da "superinteligência".
O texto foi amplamente divulgado, e ele se tornou famoso em redes sociais e podcasts. Junto com o texto, ele lançou um fundo de investimento que teve uma ascensão meteórica, chegando a US$ 45 bilhões (R$ 228,5 bilhões) em ativos e com alta alavancagem. Na semana passada duas teses em que o fundo atuava —crescimento das empresas de infraestrutura de IA e declínio das empresas de software tradicional (como a Adobe)—flutuaram em sentido inverso à aposta do fundo.






