Mensagem foi divulgada antes do primeiro encontro presencial na próxima semana entre representantes do governo interino venezuelano e figuras da oposição, com o apoio de Washington 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, gesticula para seus apoiadores no Palácio de Miraflores, em Caracas, em 21 de novembro de 2025. Líder chavista foi capturado pelos militares dos EUA no início de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, saudou "qualquer caminho para o diálogo" em uma mensagem publicada em suas redes sociais no domingo, antes do primeiro encontro presencial na próxima semana entre representantes do governo interino e figuras da oposição, com o apoio de Washington. Maduro, de 63 anos, e sua esposa Cilia Flores, de 69, foram capturados em uma operação militar dos EUA em janeiro e estão detidos em uma prisão do Brooklyn, acusados de tráfico de drogas e armas de fogo. Ambos negam todas as acusações. "Falar de um RENASCIMENTO NACIONAL como objetivo comum é falar de respeito mútuo na diversidade, de inclusão de todos (...) Acolhemos qualquer caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o encontro entre os venezuelanos", lê-se na mensagem publicada na conta do Telegram do ex-presidente. "Façamos de agosto um mês de conquistas maravilhosas, solidariedade inabalável, diálogo sincero e renascimento espiritual para a Venezuela", conclui o texto na plataforma de mensagens, onde aparece uma contagem regressiva diária dos dias de seu "sequestro", juntamente com comentários ocasionais sobre certos feriados nacionais. A então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente após a queda do líder de esquerda. Ela governa sob intensa pressão de Washington, que pressiona por um diálogo político que possa levar a um calendário eleitoral e futuras eleições na Venezuela. Representantes do governo interino de Delcy e um grupo de figuras da oposição apoiados por Washington realizarão uma primeira rodada de negociações presenciais em Caracas na próxima semana, disseram as partes neste sábado. As negociações, no entanto, estão ocorrendo sem a participação da principal líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que afirmou que não irá obstruir o processo. Os temas a serem abordados na primeira reunião serão a "atenção" ao duplo terremoto de 24 de junho, o "fortalecimento da democracia" e os "direitos e garantias políticas". O julgamento de Maduro e sua esposa nos Estados Unidos começará em 1º de junho de 2027, anunciou um tribunal federal de Nova York no final de julho. Maduro, como afirmou em sua primeira aparição em tribunal em Nova Iorque, em janeiro, alega ter sido "sequestrado" e se declara "prisioneiro de guerra". Em abril, o Departamento do Tesouro autorizou o pagamento dos honorários dos advogados Maduro e Flores, que haviam sido proibidos até então pelas sanções dos EUA.
Preso nos EUA, Maduro diz que acolhe 'qualquer caminho para o diálogo' na Venezuela
Mensagem foi divulgada antes do primeiro encontro presencial na próxima semana entre representantes do governo interino venezuelano e figuras da oposição, com o apoio de Washington












