Departamento de Estado apoiou encontro e o descreveu como uma ocasião para 'debater agenda que servirá como roteiro para diálogo político sobre transição democrática' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-parlamentar Dinorah Figuera chegou à Venezuela nesta quinta após oito anos de exílio e se encontrou com o presidente do Parlamento Jorge Rodríguez para iniciar diálogo sobre transição democrática — Foto: Federico Parra/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 01:35 Venezuela: Governo Interino e Oposição Negociam Transição Democrática O governo interino da Venezuela e a oposição iniciaram diálogo para uma transição democrática, com apoio dos EUA. O encontro ocorre após a captura de Nicolás Maduro e a posse interina de Delcy Rodríguez. Dinorah Figuera, ex-parlamentar no exílio, retornou para negociar a criação de uma autoridade eleitoral "crível". A reunião visa debater um roteiro para o diálogo político, desvinculando-se de María Corina Machado e suas reivindicações eleitorais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo interino da Venezuela e uma ex-deputada opositora iniciaram nesta quinta-feira um diálogo sobre uma transição democrática, com o respaldo dos Estados Unidos, anunciou o Departamento de Estado. O encontro ocorre quase seis meses após a captura de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana. Delcy Rodríguez assumiu em janeiro a presidência interina da Venezuela e governa sob forte pressão de Washington. A ex-parlamentar Dinorah Figuera, que chegou à Venezuela nesta quinta após oito anos no exílio, disse à imprensa que retornou convidada pelos Estados Unidos para negociar com o governo interino a constituição de uma autoridade eleitoral "crível". Algumas horas depois de sua chegada, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, a recebeu para realizar uma primeira reunião "na sua condição de representante dos deputados opositores do período de 2015 a 2020", indicou a Assembleia Nacional em um comunicado. O Departamento de Estado apoiou o encontro e o descreveu como uma ocasião para "debater uma agenda que servirá como roteiro para um diálogo político sobre uma transição democrática", segundo um comunicado. Estados Unidos atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro 1 de 20 Trump confirma 'ataque de grande escala' à Venezuela e diz que Maduro foi capturado — Foto: Reprodução 2 de 20 Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um veículo em chamas na base aérea de La Carlota, em Caracas, após uma série de explosões em 3 de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP 4 de 20 Vídeo mostra helicópteros de operações especiais sobrevoando caracas — Foto: Reprodução X de 20 Publicidade 5 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: AFP 6 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: Luis JAIMES / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Espaço aéreo vazio na Venezuela enquanto ataques dos EUA atingem Caracas — Foto: flightradar24.com / ESN / AFP 8 de 20 Rodovia Francisco Fajardo, em Caracas, fica vazia após ataques na Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 10 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA X de 20 Publicidade 11 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 12 de 20 O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão atrás do presidente Donald Trump durante o anúncio de um plano para construir navios de guerra da “classe Trump”, em Mar-a-Lago. — Foto: Eric Lee / The New York Times X de 20 Publicidade 13 de 20 Soldados colombianos são vistos em veículos militares na fronteira com a Venezuela, em Cúcuta — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 14 de 20 Caminhão destruído na base aérea de La Carlota, em Caracas — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Militares colombianos na fronteira com a Venezuela — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 16 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP 18 de 20 Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima — Foto: Reprodução | Truth Social X de 20 Publicidade 19 de 20 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à rede de TV americana Fox News após o ataque na Venezuela — Foto: Reprodução / Fox News 20 de 20 Donald Trump fala em coletiva de imprensa após ações militares dos EUA na Venezuela. — Foto: Jim WATSON / AFP X de 20 Publicidade Figuera se desvinculou da líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que recentemente lançou junto com outros líderes políticos seu "manifesto do Panamá" para negociar a transição. A oposição liderada por Machado reivindica a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, nas eleições presidenciais de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito em meio a denúncias de fraude. Em 2023, Figuera assumiu, do exterior, a presidência de uma comissão parlamentar simbólica. Os deputados opositores que a compõem haviam sido eleitos para o período legislativo de 2016-2020 e foram marginalizados por Maduro.