O SUS (Sistema Único de Saúde) não adota nenhum tipo de caneta emagrecedora no tratamento da obesidade. Não há, ao menos por ora, previsão para que esses medicamentos, considerados um importante avanço contra a doença, sejam incorporados à rede pública.

O Ministério da Saúde diz, em nota, que o tema tem sido uma das prioridades da pasta nos últimos meses.

Especialistas ouvidos pela DW afirmam que o SUS tem um histórico de dificuldades na adoção de políticas públicas contra a obesidade. Enquanto isso, a doença tem aumentado em ritmo acelerado no país.

Dados divulgados neste ano pelo Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, mostram que 25,7% dos adultos brasileiros enfrentavam um quadro de obesidade em 2024. Em 2006, o índice era de 11,8%.

O SUS atualmente disponibiliza poucas alternativas para tratar o problema. Não há nenhum medicamento contra a doença. A principal possibilidade é a cirurgia bariátrica, na qual pacientes costumam esperar por anos na fila até conseguir passar pelo procedimento.