Os caçadores de mamutes-lanosos na Era do Gelo tinham um alvo preferencial: as fêmeas. A constatação é de uma pesquisa, publicada na última quinta (30) na revista Current Biology, com base em dados genéticos de ossos acumulados por humanos em sítios na Polônia, Áustria, República Tcheca, Alemanha e Rússia.

A análise dos ossos encontrados nesses locais, onde eram acumulados, indicou que a maioria dos espécimes (70%) eram fêmeas e uma minoria (30%), machos. Em ambientes naturais, a proporção se inverte: mais ossos de machos (66%) e menos de fêmeas (34%).

Ao todo, os pesquisadores analisaram o DNA antigo de 521 mamutes, sendo 421 de ambientes naturais e o restante dos sítios onde eram acumulados.

O que explicaria a disparidade entre os sexos?

"Essa é uma ótima pergunta, e ainda estamos investigando", respondeu Hannah Moots, pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Paleogenética, uma colaboração entre a Universidade de Estocolmo e o Museu Sueco de História Natural. Ela é a autora principal do novo estudo.