A UGT (União Geral dos Trabalhadores) voltou a se manifestar contra o fim da "Taxa das blusinhas" e disse, em uma carta, que a medida, se mantida, poderá comprometer a preservação de empregos formais no país.

A Medida Provisória que isentou da cobrança de impostos as compras internacionais de até U$ 50 entrou em vigor em maio. Ela ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até meados de setembro ou perderá a validade.

A UGT afirma que a cobrança de imposto sobre as encomendas do exterior buscava reduzir distorções entre produtos importantes e o mercado nacional e que o fim da cobrança já mostrou reflexos nos postos de trabalho.

Dados do CAGED de maio apontam queda de três mil empregos no país, com impacto maior no setor de calçados, vestuário e eletrônicos, os mais afetados pelas plataformas estrangeiras.

O sindicato afirma que a medida afeta diretamente as micro e pequenas empresas. "Enfraquecer esse segmento significa comprometer empregos, reduzir investimentos e limitar a geração de renda das famílias brasileiras", diz a carta.