Entre os corpos recuperados, há ainda 38 mulheres e sete pessoas com deficiência. Outros 157 pessoas seguem desaparecidas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Palestinos caminham entre prédios destruídos em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 31 de julho de 2026 — Foto: BASHAR TALEB/AFP A Defesa Civil de Gaza informa que recuperou, nas últimas 136 horas, os restos mortais de 112 pessoas sob os escombros de várias moradias no bairro al-Sabra, na Cidade de Gaza. Desse total, 40 são de crianças, 38, de mulheres e sete, de pessoas com deficiência (PCDs). Outros 157 corpos seguem desaparecidos. De acordo com o porta-voz da Defesa, as buscas foram feitas nos escombros das casas de duas famílias, identificadas como Abu Sharia e al-Hasayna. A informação também foi publicada pelo presidente da organização sem fins lucrativos Monitor de Direitos Huamanos Euro-Mediterrâneo, Ramy Abdu|. Mais cedo, ataques aéreos israelenses atingiram o enclave palestino matando ao menos duas pessoas e ferindo outras dez, segundo socorristas ouvidos pela rede catari al-Jazeera. Além das mortes, os ataques também causaram graves danos a alguns depósitos de material médico do hospital al-Aqsa, informaram o Ministério da Saúde de Gaza e as autoridades locais. O Exército israelense, por sua vez, disse ter "desmantelado cinco depósitos de armas do Hamas na Faixa de Gaza" durante a noite de sexta-feira. Na Cidade de Gaza, onde a Defesa Civil de Gaza informou ter resgatado mais de 100 corpos, uma pessoa morreu e várias ficaram feridas, segundo o hospital al-Shifa, que atendeu às vítimas. O Exército israelense, contatado pela AFP, referiu-se a um ataque dirigido contra "um terrorista do Hamas" na região. Em Deir al-Balah, no centro do território palestino, outro ataque causou a morte de uma pessoa, segundo o hospital al-Aqsa, que recebeu o corpo. Também neste caso, o Israel alegou ter atacado um membro do Hamas. Pelo menos 1.222 palestinos morreram em Gaza desde outubro, quando entrou em vigor um cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU. As agressões ocorreram poucos dias após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo para desarmar o Hamas, posteriormente divulgado também pelo grupo extremista. Israel, porém, ainda não confirmou oficialmente. O acordo prevê a cessação das operações militares e uma retirada gradual do Exército israelense em troca do desarmamento do movimento islâmico. * Em atualização