Em mais uma rodada de violência exacerbada na Guerra da Ucrânia, as defesas antiaéreas de Kiev só conseguiram interceptar 2 de 35 mísseis lançados nesta madrugada de sábado (1) contra a região da capital. Ao menos dez pessoas morreram.
Já as forças de Volodimir Zelenski promoveram um ataque inédito no mar Negro, com dois drones aquáticos afundando um navio de contêineres pertencente a uma subsidiária da gigante de energia nuclear russa, a Rosatom. Não houve feridos e, aparentemente, nenhum material radioativo estava a bordo.
A troca de fogo de lado a lado foi intensificada nos últimos meses, reflexo do impasse no processo de negociação que os Estados Unidos haviam tentado promover. O conflito no Irã fez o governo de Donald Trump mudar de foco prioritário.
Segundo levantamento da agência de notícias francesa AFP, houve uma mudança na postura tática dos ataques russos em julho, depois que a Ucrânia passou a atacar a infraestrutura petrolífera do vizinho, provocando uma crise de desabastecimento de combustível que afetou a popularidade de Vladimir Putin.
Ao longo do mês, foram lançados 376 mísseis contra a Ucrânia, boa parte concentrada na capital. Desses, 126 eram modelos balísticos, muito mais difíceis de interceptar —em 2024, Moscou disparou cerca de 200 dessas armas contra o vizinho invadido em 2022.









