Governador paulista entra na disputa contra Haddad com apoio de outros 12 partidos Governador Tarcísio de Freitas discursa na convenção do PL, que oficializou candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência — Foto: Jean Carniel/Reuters O diretório estadual do Republicanos em São Paulo oficializa o governador Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição, em convenção neste sábado (1º). Com o apoio de outros 12 partidos, Tarcísio começa a campanha com a possibilidade de vitória no primeiro turno, em razão do favoritismo nas pesquisas e da polarização da disputa com o ex-ministro Fernando Haddad (PT), antecipando o clima de segundo turno. A convenção, no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, tem presença confirmada do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que aposta no palanque de Tarcísio para fortalecer sua campanha no Estado. Apesar do apoio do governador paulista ao senador, o Republicanos mantém a tendência de neutralidade na eleição para o Palácio do Planalto, frustrando os planos do PL de firmar coligação com a sigla nacionalmente. O evento do Republicanos também deve reunir o vice-governador Felicio Ramuth, que trocou o PSD pelo MDB antes da campanha, e os pré-candidatos ao Senado da chapa, o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio. A expectativa é que o encontro sirva como uma demonstração de força da direita no Estado. Foram convidados dirigentes dos 13 partidos que apoiam Tarcísio — Avante, Cidadania, MDB, Novo, PL, Podemos, PP, PRD, PSD, PSDB, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, confirmou que estará ausente, mas reafirmou seu endosso à reeleição do governador. No último fim de semana, Tarcísio deixou de ir à convenção do PSD que sacramentaria o apoio à sua reeleição e confirmaria a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência. O governador desistiu de comparecer para evitar uma vinculação de seu nome a Caiado, já que apoia Flávio. Kassab, que também é candidato a vice-presidente na chapa de Caiado, justificou publicamente a ausência afirmando não querer "causar constrangimentos", por causa da previsão da presença de Flávio, mas deve enviar representante. "Minha ausência na convenção estadual do Republicanos em São Paulo neste fim de semana não altera em nada o posicionamento, pessoal e partidário, em relação à nossa coligação estadual com vistas ao apoio à candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas", afirmou. Integrantes do PSD no Estado têm defendido o voto "Carcísio", com Caiado para presidente e Tarcísio para governador. Nesta sexta-feira (31), após sair de um encontro com Flávio, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e vereadores da base de direita na capital, Tarcísio reiterou a aliança com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que deve ter agendas conjuntas com o presidenciável em todo o Estado. "O nosso apoio [a Flávio] é irrestrito, incondicional. A gente acredita que é o melhor caminho para o Brasil e nós vamos apoiar em todos os quatro cantos do Estado, aqui na capital, no interior", afirmou. O governador já rebateu especulações de que reduziria o envolvimento na campanha de Flávio tendo em vista uma eventual candidatura à Presidência em 2030. O nome dele era aventado para 2026, mas a ideia esfriou depois que o ex-presidente, que está inelegível e cumpre prisão domiciliar, escolheu o filho primogênito como sucessor. Definição no primeiro turno O cenário em São Paulo aponta para uma probabilidade estatística de desfecho já no primeiro turno, pelo afunilamento inédito da disputa entre apenas dois nomes competitivos, Tarcísio e Haddad. Apesar do cenário favorável, a campanha do Republicanos trabalha internamente para incentivar o engajamento dos apoiadores do governador e evitar um clima de vitória antecipada e o risco de desmobilização. O candidato do PT foi confirmado em convenção no sábado passado (25), com coligação que reúne sete legendas de esquerda: PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e Psol. Realizado em Campinas, num aceno ao eleitorado do interior do Estado, que historicamente apresenta menos propensão a votar no PT, o evento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que escalou seu ex-ministro para o palanque estadual. Maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores, o correspondente a 21,48% do eleitorado do país, o Estado de São Paulo está no centro das estratégias das campanhas de Lula e Flávio. O candidato do PL intensificou sua frequência no reduto de Tarcísio, em busca de transferência de votos. A ampla coligação em torno do governador contrasta com a dificuldade do presidenciável para atrair apoios. Segundo pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida no Estado, Tarcísio tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad registra 26%. Os demais candidatos, que pertencem a siglas pequenas, atingem 3% ou menos. Em eventual segundo turno, o governador marca 48%, ante 32% do adversário. O levantamento mostrou ainda que a gestão estadual é aprovada por 55% da população.
Tarcísio de Freitas confirma candidatura à reeleição em convenção com Flávio e aliados em SP
Governador paulista entra na disputa contra Haddad com apoio de outros 12 partidos











