Dennis Schmidt começou a fumar na adolescência, numa época em que isso era tão comum que sua escola católica tinha um "espaço para fumantes do último ano" ao ar livre. Ele fumou um maço de cigarros mentolados por dia durante quase 40 anos.

Ele sabia que isso era uma péssima ideia. "Fiz algumas tentativas de parar e falhei miseravelmente", diz Schmidt, hoje com 75 anos. Só em 2007 ele conseguiu parar, usando um medicamento que reduzia a vontade. "Larguei e nunca mais voltei."

Apesar de seus anos como profissional de saúde, Schmidt não sabia que o rastreamento de câncer de pulmão havia se tornado disponível para fumantes atuais e ex-fumantes nos Estados Unidos. A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA, um painel independente de especialistas, recomendou o exame em 2013.

Além disso, ele achou "que estava livre de risco depois de todos esses anos sem fumar".

Mas, em 2021, seu médico perguntou se ele estaria disposto a fazer uma tomografia computadorizada para detectar câncer de pulmão, e ele concordou. Alguns dias depois, os resultados apareceram: adenocarcinoma.