Fenômeno raro foi observado a cerca de 750 milhões de anos-luz da Terra e pode mudar a forma como astrônomos procuram buracos negros supermassivos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ilustração mostra um evento de ruptura de maré, fenômeno em que uma estrela é despedaçada pela força gravitacional de um buraco negro supermassivo ao se aproximar demais dele — Foto: Reprodução/Nasa Um buraco negro com massa equivalente a cerca de um milhão de sóis foi observado destruindo e engolindo uma estrela em uma região incomum de uma galáxia distante, um fenômeno jamais registrado tão longe do núcleo galáctico. A descoberta, feita com apoio do Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, pode ampliar a busca por buracos negros supermassivos fora dos centros das galáxias. O estudo foi publicado na segunda-feira na revista científica The Astrophysical Journal Letters. O evento ocorreu em uma galáxia localizada a aproximadamente 750 milhões de anos-luz da Terra. A primeira pista surgiu em novembro de 2025, quando o Observatório Palomar, na Califórnia, detectou um brilho incomum durante um levantamento do céu. Observações posteriores realizadas por outros telescópios, entre eles o SOAR, no Chile, e o satélite Swift, da Nasa, confirmaram que se tratava de um evento de ruptura de maré — quando uma estrela passa perto demais de um buraco negro e é despedaçada pela intensa força gravitacional. Artemis II: veja registros feitos pela tripulação 1 de 11 Jeremy Hansen aproveita para fazer a barba dentro da espaçonave Orion durante o quinto dia de voo. — Foto: NASA/Divulgação 2 de 11 O comandante da Artemis II e astronauta da NASA, Reid Wiseman, observa a Lua através de uma das janelas da cabine principal da espaçonave Orion, antes da passagem da tripulação pela Lua em 6 de abril de 2026 — Foto: NASA/Divulgação X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 A Orion tirou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas do painel solar durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis II — Foto: NASA/Divulgação 4 de 11 Christina Koch observa através de uma das janelas da cabine principal da espaçonave Orion — Foto: NASA/Divulgação X de 11 Publicidade 5 de 11 Reid olha através de uma das janelas principais da cabine da espaçonave Orion — Foto: NASA/Divulgação 6 de 11 A tripulação da Artemis II tirou esta foto no quarto dia de sua jornada. Nela, a Lua está orientada com o Polo Sul para cima — Foto: NASA/Divulgação X de 11 Publicidade 7 de 11 A astronauta da NASA e especialista da missão Artemis II, Christina Koch, vista aqui no quarto dia da missão — Foto: NASA/Divulgação 8 de 11 O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril — Foto: NASA/Divulgação X de 11 Publicidade 9 de 11 A agência transmite ao vivo a viagem de 10 dias — Foto: NASA/Divulgação 10 de 11 Christina Koch, olha pela janela da espaçonave Orion em direção à Terra, antes da passagem da tripulação pela Lua, em 6 de abril — Foto: NASA/Divulgação X de 11 Publicidade 11 de 11 Christina Koch, é iluminada por uma tela dentro da espaçonave Orion, que está escura, no terceiro dia da missão Artemis II da agência — Foto: NASA/Divulgação O aspecto mais surpreendente da descoberta foi a localização do fenômeno. Até então, todos os eventos desse tipo haviam sido observados no núcleo das galáxias, onde normalmente se encontram os buracos negros supermassivos. Neste caso, porém, o objeto estava muito distante da região central. — Com essa descoberta, que é uma das poucas confirmadas até agora, validamos uma nova técnica e podemos usá-la para buscar mais — afirmou Robert Stein, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, que liderou o estudo. Segundo os pesquisadores, a combinação de observações em diferentes comprimentos de onda permitiu descartar outras hipóteses para o clarão detectado. — A combinação de todos esses dados nos ajudou a descartar outras explicações e a afirmar com segurança que se trata de um evento de ruptura de maré, apesar de sua localização incomum — disse Jonathan Carney, doutorando da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e um dos autores do estudo. Os cientistas estimam que um evento de ruptura de maré ocorra, em média, uma vez a cada 100 mil anos em uma mesma galáxia. Como existem bilhões delas no universo, levantamentos astronômicos identificam cerca de 30 ocorrências por ano. A equipe pretende agora aplicar a técnica em observações do recém-inaugurado Observatório Vera C. Rubin, no Chile, que deverá ampliar significativamente a capacidade de detectar fenômenos cósmicos raros e transitórios.
Buraco negro gigante é flagrado engolindo estrela longe do centro de uma galáxia pela primeira vez
Fenômeno raro foi observado a cerca de 750 milhões de anos-luz da Terra e pode mudar a forma como astrônomos procuram buracos negros supermassivos













