A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições os investimentos minoritários previstos pela American Airlines na Azul. Na decisão desta sexta-feira (31), a área técnica observou que a operação não apresenta riscos concorrenciais ao mercado aéreo brasileiro.

O acordo, desenhado no plano de reestruturação da Azul nos Estados Unidos, prevê que a companhia norte-americana realizará um investimento de US$ 100 milhões (R$ 508 milhões) na aérea brasileira.

Em troca, passará a deter 8,66% do capital social da Azul e terá direito a indicar um membro ao conselho de administração da Azul e outro para um comitê estratégico.

Além disso, as companhias também terão acordos comerciais conjuntos, como codeshare, quando uma empresa vende a passagem aérea e a companhia parceira opera o voo, e programas de milhagem e salas VIP compartilhados.

A aprovação se deu mesmo com a Superintendência-Geral entendendo que existem sobreposições relevantes em rotas operadas pelas companhias com destinos para Orlando e Miami saindo de São Paulo e Rio de Janeiro.