"É revoltante. Não tenho nem palavras. Discriminação por ser pobre e nascido na favela." É assim que o almoxarife Magdo de Moraes Santos, 48, classifica a absolvição dos policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima pela morte de seu filho.
Igor Oliveira de Moraes Santos, 24, foi baleado em 10 de julho do ano passado em um imóvel na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Ele estava rendido e com as mãos na cabeça ao ser atingido pelos tiros de Cruz e Lima.
Os jurados (cinco homens e duas mulheres) reconheceram os policiais militares como os autores dos disparos que mataram Igor. No entanto, na sequência, votaram pela absolvição dos agentes da acusação de homicídio qualificado.
Durante toda a conversa com a Folha, nesta sexta-feira (31), o pai de Igor chorou e clamou por justiça. "Julgaram meu filho pelo que ele era, de comunidade, pobre, usuário de droga, morador de favela, com passagem pela Fundação Casa."
Igor Oliveira de Morais Santos, 24, foi morto durante uma ação de policiais militares em Paraisópolis em julho de 2025 - Arquivo pessoal






