Dados e estudos finalizados neste mês constatam a disparada na procura por canetas emagrecedoras no país durante o primeiro semestre de 2026. Mas essa demanda não provocou queda nos preços que, em alguns casos, aumentaram. E nem a chegada de uma nova opção no mercado mudou esse cenário.
Números do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as importações de medicamentos com hormônios polipeptídicos ou análogos, categoria que inclui canetas de semaglutida e tirzepatida, quase dobraram nos seis primeiros meses do ano.
O setor movimentou US$ 1,25 bilhão (R$ 6,36 bilhões) entre janeiro e junho, alta de 95,3% frente aos US$ 642,5 milhões (R$ 3,26 bilhões) do mesmo período de 2025. O valor equivale a 75% do total importado no ano passado (US$ 1,67 bilhão ou R$ 8,50 bilhões pela cotação atual). Isso acontece enquanto a Anvisa anuncia a revisão dos procedimentos de controle de insumos e importação.
Levantamento feito pela InfoPrice, empresa de inteligência de preços para o varejo, mostra que mesmo com o lançamento da Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, os preços de Ozempic, Wegovy e Mounjaro mantiveram trajetória de estabilidade ou aumento.










