Segundo Marcelo Bacci, o conselho da companhia não vai preencher a vaga aberta a partir deste sábado, com a saída do conselheiro Marcelo Gasparino, que renunciou O vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Marcelo Bacci, afirmou nesta sexta-feira (31), em coletiva de imprensa sobre o balanço do segundo trimestre, que as recentes disputas envolvendo o conselho de administração da mineradora trouxeram duas soluções “importantes”. “A governança da companhia prevaleceu. Terminamos o processo sem um ‘outcome’ [conclusão] diferente do que determina a governança da companhia. E terminamos o processo com um ‘chairman’ [presidente do conselho] independente. Foi um ganho de governança importante. Essa foi a leitura que tivemos dos investidores”, disse Bacci, acrescentando que a empresa está próxima de terminar as questões envolvendo o conselho. Leia mais: Segundo ele, o conselho da companhia não vai preencher a vaga aberta a partir de amanhã, com a saída do conselheiro Marcelo Gasparino, que renunciou. A empresa vai ter 12 conselheiros até a próxima Assembleia para eleger um novo colegiado. A assembleia geral ordinária (AGO) para eleger um novo conselho deve ocorrer no ano que vem. Gasparino renunciou depois que o conselho decidiu afastá-lo por suposto vazamento de informações confidenciais. “Qualquer conselheiro ou integrante da companhia que tenha atividade que vá contra o código de conduta está sujeito a sanções. Foi o que aconteceu”, disse Bacci. Para ele, o episódio mostrou que o processo de governança é “muito robusto e vale para todo mundo” e as regras “são aplicadas independentemente de quem seja o sujeito da aplicação”. Confira os resultados e indicadores da Vale e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Além disso, o ex-presidente do conselho, Daniel Stieler, deixou o colegiado depois que a Previ, acionista relevante da empresa, decidiu indicar outro nome para o “board”. Bacci explicou que a empresa firmou um contrato com Stieler para que ele não atuasse em uma concorrente da mineradora por determinado período de tempo. “O conselho propôs e o Daniel aceitou [o contrato de não-competição] . O objetivo é proteger a companhia, dado que ele tem informações estratégicas”, disse Bacci, que não revelou valores por se tratar de um contrato confidencial. — Foto: Leo Pinheiro/Valor