A Justiça do Peru anulou a condenação a 15 anos de prisão do ex-presidente Ollanta Humala por lavagem de dinheiro e pela acusação de receber contribuições ilegais da Odebrecht e do regime da Venezuela, segundo uma decisão divulgada nesta quinta-feira (30), o que permite à defesa iniciar o pedido de liberdade.

"Foi decidido declarar a nulidade de todo o processo penal movido contra Ollanta Moisés Humala Tasso", afirma a decisão do Tribunal Constitucional, com data de 15 de julho.

O tribunal julgou um habeas corpus, recurso que protege contra uma detenção ilegal, apresentado em janeiro pelos advogados de Humala, 64.

Na sentença, o Tribunal decidiu "declarar procedente a ação, ao considerar comprovada a violação dos princípios de legalidade e tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal".

A Justiça peruana condenou Humala em abril de 2025 a 15 anos de prisão após considerá-lo culpado de lavagem de dinheiro em um esquema de contribuições ilegais de Caracas e da empreiteira brasileira para suas campanhas de 2006 e 2011, respectivamente.