A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, que contou com apoio de 81,6% dos credores da companhia. O plano prevê uma série de medidas para restruturar uma dívida de R$ 61,4 bilhões.
Controlada pela Shell e pela Cosan, do empresário Rubens Ometto, a empresa sofria os efeitos de um acelerado processo de expansão e investimento em novas tecnologias, com algumas apostas frustradas, como a entrada no segmento de varejo.
Em comunicado divulgado nesta quinta, a empresa destaca que todos os detentores de dívidas quirografárias terão que aderir a uma das duas opções de conversão de dívida, conforme prevê a legislação.
O plano envolve a conversão de parte das dívidas dos credores em participação no negócio, por meio de ações. Cerca de 45% da dívida desses credores será transformada em participação acionária, no valor de R$ 0,25 por ação.
Os outros 55% serão transformados em novos títulos de dívida, por meio de substituição, refinanciamento ou aditamento. A Shell se comprometeu a entrar com R$ 3,5 bilhões e Ometto ainda estuda entrar com R$ 500 milhões.







