O Superior Tribunal de Justiça negou, nesta quinta-feira 30, pedido feito pela defesa do ministro Marco Buzzi e manteve o julgamento das acusações de importunação sexual contra o magistrado para o dia 6 de agosto. Os advogados do ministro fizeram a solicitação nesta semana.
A comissão responsável por relatar o processo já elaborou as argumentações que serão apresentadas aos colegas de Corte e o Ministério Público Federal se manifestou favorável às acusações, defendendo a aposentadoria compulsória de Buzzi.
A tendência é que os ministros da Corte de Justiça tenham o mesmo entendimento do MPF. Buzzi foi acusado por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, por importunação sexual.
Segundo ela, o magistrado a teria agarrado no mar e encostado o pênis em sua cintura, na tentativa de forçar um contato físico. Dias depois, uma funcionária do STJ que trabalhava no gabinete de Buzzi alegou ter sofrido episódios de violência com conotação sexual ao longo de dois anos.
Buzzi também é investigado no Supremo Tribunal Federal, na esfera criminal, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Neste inquérito, a Polícia Federal solicitou o compartilhamento das provas obtidas na sindicância do STJ.








