EUA anunciam novo tarifaço sobre o BrasilNova taxa é resultado de investigação norte-americana sobre trabalho forçado. Crédito: Edição: Júlia PereiraGerando resumoBRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira, 30, que a diplomacia do Brasil voltará a conversar com a dos Estados Unidos, ainda que no momento o lado brasileiro sinta falta de “espaço para dialogar” com representantes do governo norte-americano sobre tarifas comerciais.“O Brasil não sai da mesa de negociação, por piores que sejam os desaforos ditos contra a gente. O Brasil, que defende o multilateralismo, não para de negociar. Para nós, é mais relevante o povo do que posições ideológicas de alguns que governam por ocasião. Um mandato acaba. Mas as nações não. A gente está de mal, mas logo volta a se falar”, disse durante evento na Outlook Agro Brasil, na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil), em Brasília (DF).O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa Foto: Rafael Arbex/EstadãoO ministro disse ainda que, em momentos como esse, a Organização Mundial do Comércio (OMC) “nunca fez tanta falta” para evitar a adoção de medidas que o governo federal classifica como injustas e arbitrárias. “Mas isso não é motivo para a gente desistir. Não vai nos desmotivar”, afirmou.PublicidadeLeia tambémBrasil levantou a bola sobre trabalho forçado para Donald Trump cortarGoverno Lula repudia prorrogação de emergência dos EUA sobre o Brasil: ‘Inteiramente descabido’ A política de Trump veio para ficar? O protecionismo pode resistir à troca de governoAbertura de mercadosPUBLICIDADEO presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil), Laudemir Müller, afirmou que o Brasil tem realizado um bom trabalho na abertura de novos mercados internacionais para os produtos brasileiros. Estratégica que, afirma, mostra a qualidade dos produtos nacionais e faz com que o País seja menos dependente e prejudicado em momentos de instabilidade internacional.“O Brasil está fazendo um excelente trabalho na abertura de mercados. Ninguém faz acordo com o País que não confia. Essa é a grande contribuição do Brasil aos desafios globais”, disse durante o evento.Laudemir afirmou que o desempenho exportador brasileiro está diretamente ligado ao agronegócio e ao papel do setor na estabilidade econômica do País. A expansão das vendas externas, diz, foi decisiva para que o Brasil deixasse de ser importador de alimentos e se transformasse em fornecedor de produtos agrícolas para todo o mundo.PublicidadeSem citar os Estados Unidos, o presidente da Apex Brasil afirmou que conflitos e elevações tarifárias aumentam as incertezas globais e prejudicam o ambiente de negócios. Nesse contexto, disse que o Brasil tem buscado se posicionar como um parceiro confiável para o mercado internacional.“Se o mundo enfrenta mais incertezas e fragmentação do comércio internacional, o Brasil pode ajudar a enfrentar esses desafios globais”, afirmou.
Brasil e EUA estão de mal, mas voltarão a se falar, diz ministro: ‘OMC nunca fez tanta falta’
Segundo Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Brasil não irá sair da mesa de negociação, ‘por piores que sejam os desaforos’







