A polícia do Chile descobriu neste ano o maior caso de roubo de cobre da história do país, no qual criminosos venderam, ao longo de cinco anos, quase US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões) em cobre roubado, incluindo cabos de telecomunicações desviados por técnicos durante a substituição de linhas antigas por fibra óptica.

Foi apenas um exemplo de como a disparada nos preços do cobre, que se aproximam de recordes históricos, está alimentando uma onda crescente de roubos em escala global e ameaçando o funcionamento de redes de internet e energia.

As operações criminosas se estendem das Américas do Norte e do Sul à Europa e Ásia. Os ladrões estão se tornando mais profissionais em resposta à alta dos preços, com grupos do crime organizado cada vez mais interessados nos fios e cabos de cobre que atravessam países ao redor do mundo.

A operação policial "Alta Tensão" do Chile descobriu que o metal ilícito havia sido enviado do país, o maior produtor mundial de cobre, para compradores na China, grande consumidora e destino da maior parte do cobre minerado no mundo para processamento.

"Isso não é mais apenas um par de caras roubando cabos, são grupos inteiros com estrutura hierárquica, funções definidas e perfis técnicos", disse Santiago Bravo, membro da força-tarefa de cobre da polícia chilena, criada no ano passado. "Os grupos criminosos estão sempre em busca de novas oportunidades e encontraram uma nos preços atuais do cobre", afirmou.