Pesquisa da Catho revela que 42% dos profissionais pretendem migrar de área em 2026; planejamento e autoconhecimento são fundamentais para que a transição aconteça de forma estratégica Divulgação — Foto: Divulgação Com o segundo semestre em andamento e empresas revisando metas, abrindo novas vagas e planejando o próximo ciclo de contratações, muitos profissionais começam a se perguntar se este é o momento certo para buscar uma nova oportunidade ou se vale a pena esperar o próximo ano. Porém, para especialistas, a resposta depende menos do calendário e mais dos sinais que a carreira vem dando ao longo do tempo. Uma pesquisa da Catho, plataforma gratuita de empregos, mostra que o desejo de mudança faz parte dos planos de muitos brasileiros. Segundo a última edição da Pesquisa de Tendências, 42% dos profissionais pretendem migrar de área em 2026, indicando que a busca por melhores condições de trabalho e desenvolvimento profissional continua em alta. De acordo com Patrícia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, a decisão de mudar de emprego deve ser resultado de uma análise estratégica da carreira e não só de um momento de insatisfação. "A mudança de emprego costuma envolver diversos fatores, como oportunidade de desenvolvimento, perspectivas de carreira, qualidade de vida e alinhamento com os valores da empresa, indo muito além do aumento salarial. Antes de aceitar uma nova oportunidade, é importante ter clareza dos objetivos profissionais e se a mudança realmente contribui para alcançá-los", explica Suzuki. Entre os principais sinais de que pode ser o momento de considerar uma transição, conforme a diretora, estão a ausência de perspectivas de crescimento, a sensação de estagnação profissional, a falta de aprendizado contínuo, a perda de motivação com as atividades desempenhadas e o desalinhamento entre os objetivos pessoais e as oportunidades oferecidas pela empresa. Mudanças no mercado, como o surgimento de novas áreas e profissões impulsionadas pela tecnologia, também têm levado muitos profissionais a reavaliar seus caminhos. No entanto, Patrícia alerta que mudar de emprego sem planejamento pode trazer frustrações. É preciso avaliar o mercado, atualizar o currículo, fortalecer competências, pesquisar a cultura das empresas e construir uma reserva financeira para ajudar a tornar a transição mais segura. "O profissional ao perceber o desalinhamento entre expectativas e vivência profissional, deve experimentar o mercado. Manter o currículo atualizado, acompanhar tendências da sua área ou da nova área de interesse e desenvolver novas competências são atitudes que aumentam a empregabilidade e permitem aproveitar boas oportunidades quando elas surgem", afirma Patrícia. Além disso, a especialista destaca que é importante entender que uma mudança de emprego nem sempre significa mudar de profissão. Em muitos casos, a troca de empresa já é suficiente para proporcionar novos aprendizados e evolução na carreira. Em outros, a transição para uma nova área pode exigir capacitação adicional e um planejamento de médio prazo, especialmente em setores que demandam competências técnicas específicas. Para Suzuki, o segundo semestre pode representar um período oportuno para quem deseja iniciar esse movimento, já que muitas empresas intensificam processos seletivos para atender projetos em andamento e também começam a estruturar equipes para o próximo ano. "Independente do momento escolhido para mudar de emprego, a melhor decisão é aquela tomada de forma consciente. Quem conhece seus objetivos, investe no próprio desenvolvimento e acompanha as oportunidades do mercado consegue fazer uma transição com mais segurança e aumentar as chances de construir uma carreira alinhada às suas expectativas", conclui a porta-voz.