Equipamento utilizado na abertura de uma estrada em área de alto risco de incêndio teria iniciado as chamas que já consumiram mais de 50 mil hectares na Serra de Gredos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Militares da Unidade Militar de Emergências combatem incêndio florestal perto de Navas del Rey, a sudoeste de Madri; Espanha e França tentam conter as chamas antes de nova onda de calor — Foto: UME/AFP Uma faísca produzida por uma máquina pesada durante uma obra realizada sem autorização é apontada pelas autoridades como a causa do maior incêndio florestal já registrado na história da Espanha. O fogo, que começou na última quarta-feira na Serra de Burgohondo, na província de Ávila, já destruiu mais de 50 mil hectares e segue ativo. Segundo a investigação, o incêndio teve início por volta das 13h, quando uma máquina escavadeira equipada com martelo hidráulico, utilizada para abrir um novo trecho de estrada na Serra de Gredos, produziu uma faísca que atingiu a vegetação seca da região. A obra era executada apesar da proibição imposta pelas autoridades em razão do risco extremo de incêndios. De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o equipamento era utilizado na abertura de um acesso destinado a ligar uma estrada já existente a áreas de pastagem utilizadas por produtores rurais da região. A investigação aponta que o operador da máquina, preso pela Guarda Civil, trabalhava havia vários dias no local. Ainda segundo o periódico, ele admitiu aos primeiros bombeiros que chegaram à área que a máquina havia provocado o incêndio. As chamas se espalharam rapidamente pela vegetação composta principalmente por arbustos e giestas, favorecidas pelas altas temperaturas, pelo terreno acidentado e pelas condições climáticas. As autoridades também investigam a responsabilidade da Associação de Pecuaristas Sierra Umbrías de Burgohondo, que teria contratado a execução da obra. O presidente da entidade confirmou aos investigadores que autorizou o serviço. Já o responsável pela empresa encarregada dos trabalhos não comentou o caso e, segundo a imprensa espanhola, retirou das redes sociais as publicações relacionadas à atividade.