Novo longa com Tom Holland mostra 'transição entre o garoto Peter Parker que só pensa em se divertir e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complicadas que a maturidade impõe'; Bonequinho aplaude 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tom Holland em 'Homem-aranha: um novo dia' — Foto: Divulgação Não dá para ser adolescente para sempre, nem mesmo se você for picado por uma aranha radioativa, ganhar poderes e sair por aí atirando teias por Nova York. O novo “Homem-Aranha — Um novo dia” busca retratar essa transição entre o garoto Peter Parker que só pensa em se divertir e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complicadas que a maturidade impõe. O principal vilão, nesse caso, é o tempo, um tema que já apareceu muitíssimas vezes nos quadrinhos do Homem-Aranha e também já foi usado no cinema. Mas que, agora, no bom filme dirigido por Destin Daniel Cretton, ganha um frescor que anda cada vez mais raro no modelo fordista de produção em massa de histórias de super-heróis. “Homem-Aranha — Um novo dia” é uma sequência direta de “Sem volta para casa” (2021), que termina com a morte da Tia May e com todo o mundo se esquecendo de quem é Peter Parker (interpretado pelo carismático Tom Holland), inclusive sua namorada, MJ (Zendaya), e seu melhor amigo, Ned Leeds (Jacob Batalon). Anos se passam entre uma história e outra, e o “amigão da vizinhança” se vê como um cavaleiro solitário lutando contra criminosos. Sua rotina não inclui amigos, vida social e começa a apresentar alguns leves toques de depressão. Feita essa introdução a um Homem-Aranha mais machucado pelos anos, o filme vai aos poucos reconstruindo suas relações e sua personalidade. Ele ganha novos poderes, estreita laços com outros heróis (a estreia de Sadie Sink no Universo Cinematográfico da Marvel vai fazer os fãs de X-Men delirarem) e vê a possibilidade de recuperar o rumo. Melhor ainda é que ele faz tudo isso com deliciosas cenas de ação e de bonitos planos acompanhando os “voos” do Aranha entre os prédios de Nova York. Cotação: Bonequinho aplaude.