Guarda Revolucionária do Irã lança mísseis contra instalações americanas no Oriente Médio — Foto: Islamic Republic News Agency (Irna) As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram o lançamento de uma nova onda de ataques contra alvos iranianos, após a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de retaliar com força um ataque recente. “As forças americanas começaram a lançar ataques contra o Irã às 20h [horário do leste dos Estados Unidos] de hoje [noite de quarta-feira]. Os ataques são uma resposta contundente às tentativas de ataque iraniano de ontem contra forças americanas baseadas no Oriente Médio”, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos em uma publicação no Facebook. Estados Unidos e Irã haviam interrompido a troca de ataques no fim da semana passada, em um esforço para avançar nas negociações diplomáticas e pôr fim à guerra que já dura cinco meses. No entanto, essa trégua terminou de forma dramática na noite de terça-feira, quando a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizou um ataque surpresa, disparando múltiplos mísseis balísticos contra uma base militar americana na Jordânia. Autoridades americanas afirmaram que todos os mísseis foram interceptados, mas o ataque fez os preços do petróleo dispararem, já que os mercados temiam um retorno à guerra total. “Vamos atacá-los com muita força porque chegou a nossa vez de atacá-los”, disse Trump a repórteres na Casa Branca na tarde de quarta-feira. A retomada das hostilidades ocorreu poucas horas depois de Trump afirmar que Washington e Teerã estavam progredindo nas negociações e que preferia um acordo com o Irã a ordenar mais ataques. Trump adotou um tom inflamado na manhã de quarta-feira, após os ataques iranianos durante a noite, dizendo a um repórter da Fox News em uma entrevista por telefone que pretendia retaliar “com força”. Em vez de diminuir, a guerra com o Irã parece estar se expandindo. Os Estados Unidos e a Arábia Saudita atacaram milícias apoiadas pelo Irã no Iraque na terça-feira, depois que Riad afirmou ter neutralizado drones lançados por grupos iraquianos que tinham como alvo suas instalações petrolíferas. Militantes houthis apoiados pelo Irã no Iêmen também atacaram embarcações no Mar Vermelho. Na quarta-feira, incêndios deflagraram a bordo de dois navios de gás natural liquefeito no porto egípcio de Damietta. Uma empresa de segurança afirmou que as embarcações foram atingidas por drones. Os preços do petróleo haviam recuado durante a breve distensão, mas voltaram a subir na quarta-feira, após as ameaças de Trump. A mais recente resposta dos Estados Unidos ameaça desfazer os esforços recentes para impedir a expansão do conflito no Oriente Médio e oferece uma demonstração clara de como ambos os lados estão dispostos a recorrer à força. Trump afirmou repetidamente que os Estados Unidos e o Irã estavam perto de um acordo, mesmo com Teerã negando estar em negociações ativas com Washington. Um conflito prolongado também representa riscos políticos para Trump, cujo Partido Republicano enfrenta uma árdua batalha para manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. A eleição dependerá em grande parte da economia, com os eleitores dando notas baixas a Trump por sua gestão dos preços. A guerra provocou um aumento acentuado nos valores do gás, já que a navegação pelo Estreito de Ormuz, crucial para a energia, foi efetivamente bloqueada. O estreito permanece praticamente fechado, com poucos navios passando. Entretanto, o Comando Central afirmou na quarta-feira que as forças americanas "continuam a aplicar rigorosamente o bloqueio dos Estados Unidos contra o Irã" na passagem marítima.
EUA voltam a bombardear Irã em retaliação a ataque surpresa contra bases americanas
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