A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner anunciou nesta quarta-feira (29) ter apresentado uma reclamação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para tentar reverter a condenação que a impede de ocupar cargos públicos.
A iniciativa ocorre a pouco mais de um ano da corrida presidencial no país vizinho. O pleito deve ter como principais candidatos o presidente Javier Milei, que busca ser reconduzido ao cargo após sua vitória nas eleições legislativas de outubro do ano passado, e um opositor cujo nome ainda não está claro.
A ex-presidente argentina (2007-2015) Cristina Kirchner acena da varanda de sua casa em Buenos Aires - Emiliano Lasalvia - 17.jun.2026/AFP
A indefinição da oposição, aliás, é a principal força do ultraliberal. Embora tenha uma das maiores taxas de rejeição da América Latina (superior a 60% na maioria das pesquisas de opinião), Milei conta com a desarticulação de seus críticos.
Se a imagem do candidato for o critério usado pelas forças opositoras, a própria Cristina não seria a primeira opção —também uma figura polarizadora após passar quatro anos como primeira-dama (2003-2007), oito anos como presidente (2007-2015) e outros quatro como vice-presidente (2019-2023).










