Em São Paulo, as rajadas chegaram a 124,9 km/h no interior e passaram de 100 km/h no litoral. No Rio de Janeiro, ventos também passaram de 100 km/h na Costa Verde e chegaram a 92 km/h na capital. O prefeito Eduardo Cavaliere foi às redes sociais pedir cuidado na volta para casa: "Aqueles que puderem por favor evitar deslocamentos que não sejam essenciais", disse o prefeito. Ventania expulsa banhistas da praia de Ipanema e provoca revoada de guarda-sóis e cadeiras Duas mortes e rajadas acima de 120 km/h em SP Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore no Canal 5, na Zona Leste da cidade. Segundo informações preliminares, ele vivia em situação de rua. Em Cesário Lange, no interior paulista, um homem de 62 anos morreu após uma árvore de grande porte cair sobre o carro que dirigia na Estrada José Ricci. Ele chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Na cidade, os ventos chegaram a 62 km/h. Em Laranjal Paulista, uma árvore caiu sobre uma idosa e a cuidadora dela no distrito de Maristela. A idosa sofreu uma fratura na perna, e a cuidadora teve escoriações. As duas foram levadas para a Santa Casa da cidade em estado estável. A queda ocorreu em uma praça em frente a uma igreja, onde uma missa era celebrada. A área foi isolada, e ainda não havia confirmação sobre as condições da árvore antes do acidente. Muro de armazém antes e depois de desabar após ventania em Santos, SP. — Foto: Google Street View e Matheus Croce/TV Tribuna As maiores velocidades foram registradas na região de Itapetininga. Segundo a Defesa Civil estadual, as rajadas chegaram a 124,9 km/h em Itaí e Itaporanga, 117 km/h em Taquarituba, 113 km/h em Paranapanema e 104,8 km/h em Itaberá. No litoral, Itanhaém registrou ventos de 111 km/h. Outros municípios também registraram ventos acima de 70 km/h. A ventania derrubou árvores, postes e semáforos, destelhou imóveis e afetou a rede elétrica em diversas cidades. Em Cubatão, foram registradas 14 quedas de árvores. Aulas foram suspensas em 15 escolas por causa da falta de energia. Em Mongaguá, houve quedas de árvores, deslocamento de telhas e danos em prédios públicos e imóveis particulares. Em São Vicente, um semáforo caiu e equipes foram acionadas para diferentes ocorrências. A chegada do ar frio também provocou queda rápida de temperatura. Em alguns pontos da Região Metropolitana, os termômetros passaram de cerca de 29°C para 20°C ou 21°C em aproximadamente uma hora. LEIA TAMBÉM: Porto, balsas, estradas e barcos afetados Um muro desabou sobre dois caminhões em uma rua da região portuária. Tijolos ficaram espalhados pela via, mas não havia registro de feridos até a última atualização desta reportagem. Travessias de balsas entre Santos e Guarujá, Vicente de Carvalho e Santos, além de Bertioga e Guarujá, foram interrompidas por causa das condições de navegação. No Litoral Norte, a ligação por balsas entre São Sebastião e Ilhabela também foi suspensa. Ventos chegaram a cerca de 90 km/h na região. Ventos fortes atingem cidades do Litoral Norte de SP nesta quarta-feira (29) Em Ilhabela, navegantes precisaram reforçar as amarras das embarcações. Barcos foram arrastados em direção à costa, e a água avançou sobre calçadas por causa da agitação do mar. Em São Sebastião, uma embarcação de turismo naufragou no canal. Também foram registradas quedas de árvores, danos em coberturas de escolas e quebra de vidros. Em Ubatuba, árvores caíram e bloquearam trechos da Rodovia Oswaldo Cruz, da Rio-Santos e de vias municipais. No Rio de Janeiro, rajadas superiores a 100 km/h atingiram Angra dos Reis e Paraty. Em Angra, a Defesa Civil registrou ventos de até 104 km/h. Árvores caíram em diferentes pontos da cidade e bloquearam trechos da BR-101. A concessionária responsável pela Rio-Santos informou que havia interdições em Angra e Paraty. Segundo a Defesa Civil de Angra, a ventania ocorreu com o encontro de sistemas frios com uma massa de ar quente sobre a região. Não havia registro de feridos ou desabrigados nas duas cidades. Apagão no Rio e tornado no RS Na cidade do Rio de Janeiro, rajadas chegaram a 92 km/h em Santa Cruz, na Zona Oeste. Árvores caíram em diferentes pontos, e moradores relataram falta de energia em bairros de todas as regiões da capital. Também houve registros de apagão em municípios da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias. A circulação do metrô foi interrompida nas linhas 1, 2 e 4. Passageiros relataram que composições ficaram paradas durante o trajeto por causa da falta de energia. Trens também tiveram operações afetadas. Em Ipanema, o vento espalhou guarda-sóis e cadeiras pela praia e fez banhistas deixarem a areia. Defesa Civil recomendou que a população evitasse árvores, postes, cabos elétricos e estruturas metálicas. Ventania provoca falta de luz e destruição no RJ Em Senador Salgado Filho, uma casa foi destruída, 15 foram danificadas e três pessoas ficaram desalojadas. Em Sete de Setembro, duas residências foram destruídas e outras 15 foram atingidas. Em Giruá, três casas tiveram danos. Segundo a Defesa Civil, o tornado foi formado por uma supercélula, tipo de tempestade que possui uma corrente de ar ascendente e giratória. Quando a rotação se intensifica e o funil que desce da nuvem toca o solo, o fenômeno passa a ser classificado como tornado. Tornado no RS: fenômeno destruiu casas em Giruá — Foto: Luis Frey/Divulgação LEIA TAMBÉM: