Brasil criou 145.161 vagas formais de trabalho em junho, o menor número para o mês desde 2020 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ele disse acreditar que o saldo de postos de trabalho com carteira assinada vai seguir se “comportando de maneira disciplinada, "crescendo pouco”. "Eu creio que vai continuar crescendo, de forma menor que foi em 2023, 2024 e 2025", acrescentou. O Brasil criou 145.161 vagas de trabalho com carteira assinada em junho, o menor número para o mês desde 2020. O resultado ficou acima da mediana das projeções obtidas pelo Valor Data (97.085) e acima do intervalo, de 80 mil a 125 mil, das estimativas. No primeiro semestre, foram 921.645 novas vagas, também a menor quantidade em seis anos. Marinho disse não acreditar que haverá uma desaceleração que "inverta a curva para negativo", em referência ao saldo de empregos formais. O ministro defendeu que o nível elevado de juros e do desarranjo provocado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contribuem para a desaceleração da economia. "Você tem evidente a contribuição negativa dos juros, e tem evidente a contribuição do mister Trump, com os tarifaços, com as consequências, e com a bagunça que cria aí em alguns setores", disse. Para Marinho, o preço elevado do petróleo é consequência dessa "bagunça do Trump". Ele afirmou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva precisou fazer sacrifícios para segurar a economia em crescimento. "Primeiro começou as consequências da guerra Rússia-Ucrânia. Criaram problemas na economia global. [...] A guerra Israel, Estados Unidos e Irã também gerou muitas consequências, agravando o problema de fertilizantes e escalando muito o problema de petróleo", afirmou Marinho. Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil