Usuários com contas cadastradas no ChatGPT receberam nesta quarta-feira 29, e-mail informando mudanças na Política de Privacidade da OpenAI, dona da plataforma. A big tech inclui no aviso a adição de anúncios personalizáveis às versões básicas do serviço. A oferta de publicidade é baseada na interação do usuário com a ferramenta, seja com os próprios anúncios ou através do contexto disponibilizado na conversa com o chatbot.
Apenas os planos Free e Go estão sujeitos a publicidade no serviço para usá-lo em sua totalidade, salvo situações em que o usuário seja identificado como menor de 18 anos. A verificação ocorre por autodeterminação nas configurações do aplicativo ou dedução do próprio modelo de inteligência artificial — considerando que o menor esteja logado.
A decisão de incluir publicidade como forma de rentabilizar os custos de operação surge como “último recurso” para manter os planos mais baratos, disse o CEO Sam Altman, no início do ano. “Está claro que um monte de pessoas usa bastante a IA e não querem pagar, portanto, nós estamos esperançosos de que um modelo de negócio como esse funcione”, afirmou em publicação no X à época.
O modelo com anúncios já estava sendo testado desde fevereiro nos EUA e em outros seis países. A expansão para o Brasil e México já havia sido anunciada em maio. A política, presente no site da companhia, informa que anunciantes “não têm capacidade de influenciar, classificar ou alterar as respostas do ChatGPT”. A publicidade será apresentada com demarcação de sessão diferente e com rótulo próprio no chat do aplicativo, com o cuidado de não aparecer próximo a tópicos sensíveis trazidos pelo usuário, como informações de saúde ou finanças.








