Treinador assume a Azurra com desafio de classificá-la para a Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberto Mancini é apresentado como novo técnico da Itália — Foto: Tiziana FABI / AFP Roberto Mancini foi apresentado como novo técnico da Itália nesta quarta-feira. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou, na terça-feira, o treinador de 61 anos por meio de uma publicação nas redes sociais. Ele retorna ao comando da Azzurra após liderar a seleção nacional de 2018 a 2023, conquistando a Eurocopa de 2021. Agora, ele terá a missão de reconstruir uma das maiores potências do futebol mundial, que vive a pior crise de sua história recente após ficar fora de três Copas do Mundo consecutivas. — Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece. Independentemente do que aconteceu em 2023, o objetivo é sempre vencer e jogar bem. Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens — afirmou o técnico, que terá como um de seus desafios acelerar a integração de jovens talentos. — Os jogadores do Sub-18 devem jogar todos na mesma formação, desde o Sub-18. Acho que é possível revelar bons jogadores aos 18 anos e, por isso, seria melhor ter uma identidade tática comum. Apesar da crise da Itália nos últimos anos, Mancini se mostrou confiante no novo trabalho. A ideia do treinador é mesclar jogadores experientes e jovens talentos para formar "uma equipe a ser batida", já pensando, inclusive, em ganhar títulos. — Acredito que temos jogadores fortes e jovens. Vamos encontrar os novos Bonucci e Chiellini, que servirão de referência e orientarão os mais jovens. Quando começamos nossa trajetória, 90% dos jornalistas nos davam como derrotados; para eles, éramos apenas a sétima melhor seleção da Europa. Agora a história é parecida. Queremos nos tornar uma equipe a ser batida. Primeiro vamos nos preparar para a Eurocopa e depois pensaremos na Copa do Mundo. — Gostaria de ganhar um grande troféu, talvez até dois. Gostaria de construir um projeto com a seleção nacional. E, se possível, ficar para além do meu contrato — completou. A primeira passagem de Mancini pela Itália ficou marcada por extremos. Após assumir a equipe em 2018, ele liderou um processo de renovação que culminou na conquista da Eurocopa de 2021, em Wembley, contra a Inglaterra. Sob seu comando, a seleção estabeleceu uma sequência histórica de 37 partidas de invencibilidade, recorde que só foi superado recentemente pela Espanha. Roberto Mancini, ao centro, ao lado de Claudio Ranieri, diretor técnico da federação italiana (E) e o presidente Giovanni Malagó — Foto: Tiziana FABI / AFP O prestígio, no entanto, sofreu um duro golpe poucos meses depois. Em março de 2022, a derrota para a Macedônia do Norte na repescagem eliminou a Itália da Copa do Mundo do Catar, repetindo o fracasso de 2018 e aprofundando a crise do futebol italiano. — Os três anos sem perder e a conquista da Eurocopa foram fantásticos. Infelizmente, depois veio a eliminação. Talvez ela já tivesse começado antes, na fase de grupos, quando terminamos em segundo lugar sem perder nenhum jogo. Mas estou convencido de que é possível aprender com os erros do passado para recomeçar. Meu único objetivo é fazer com que a Itália volte a ser competitiva desde já. Mesmo após a eliminação, a Federação Italiana manteve a confiança no treinador. A relação, porém, terminou em agosto de 2023, quando Mancini comunicou sua saída por e-mail antes de assumir a seleção da Arábia Saudita, movimento que gerou forte repercussão no país. — Cometi um erro e me arrependo. O destino está me dando a chance de me redimir: é como perder a mulher da sua vida — afirmou Mancini. Superadas as questões do passado, o treinador agora foi escolhido com a missão de levar a Azurra de volta à Copa do Mundo. O retorno de Mancini à Itália ganhou força após as saídas de Maldini e Leonardo, que queriam um treinador novo para o projeto italiano e tinham escolhido Andrea Pirlo para o cargo. Além de Mancini, Thiago Motta, ítalo-brasileiro com passagens recentes por Bologna e Juventus, e Antonio Conte, sem clube desde que deixou o Napoli em maio deste ano, também eram cotados para assumir a Azzurra.