A família registrou um boletim de ocorrência, levou a criança para fazer exame de corpo de delito e formalizou o relato em ata. Professora foi afastada, e polícia investiga o caso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aluna de escola municipal da Ilha do Governador está afastada da escola. Mãe relata que professora agrediu a criança — Foto: Reprodução Uma menina de 8 anos parou de frequentar as aulas na Escola Municipal Rotary, na Freguesia, Ilha do Governador, após contar à mãe que foi agredida por uma professora em sala de aula. A auxiliar de cozinha Maria Rosa da Conceição, de 39 anos, denunciou o caso à polícia no dia 6 de julho. A criança tinha, segundo a mãe, machucados, e contou que uma professora bateu sua cabeça contra a parede. Segundo a mãe, o chamado da direção só veio três dias depois. A família registrou um boletim de ocorrência, levou a criança para fazer exame de corpo de delito e formalizou o relato numa ata da 11ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A Secretaria Municipal de Educação informou, nesta quarta, que a professora foi afastada. A Polícia Civil informa que uma investigação está em andamento. — Ela vinha sofrendo bullying da professora. Depois, ela bateu a cabeça da minha filha na parede. Mais duas crianças foram agredidas na Escola Municipal Rotary. Não estou aguentando mais. Minha filha mudou o comportamento, não quer ir mais estudar. Está sendo muito difícil. Eles me chamaram para comparecer, mas não deram assistência nenhuma. A prefeitura nem deve saber — diz Maria Rosa. Ela frisou que, durante mais de 20 dias, ficou sem respostas da CRE e disse que, por meio de encaminhamento do Conselho Tutelar, teve direito a tratamento psicoterápico. Mais dois alunos teriam sido agredidos. Outra estudante teria passado por situação de sufocamento. Após ser procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação respondeu que, além do afastamento da docente, instaurou uma sindicância para apuração dos fatos. A criança, de acordo com a SME, foi transferida para outra unidade escolar. Segundo o comunicado oficial, ela "seguirá recebendo todo o suporte e acompanhamento necessários". A auxiliar de cozinha pernambucana é mãe solo, trabalha num shopping e faltou ao trabalho algumas vezes durante este mês para buscar respostas. Tentou ainda, por algumas semanas, levar a filha ao psicólogo, em vão. — Ela está com medo do psicólogo também. Agarra nas minhas pernas quando vamos lá. É muito triste ver. Estou com medo de perder o emprego, mas não posso deixar minha filha em sofrimento. Durante esses dias, o Conselho Tutelar fez reunião comigo e com a mãe de outra menina, conseguimos o encaminhamento para a terapia. Mas ainda vamos à Justiça. Desde o início, foi tudo errado: quando minha filha foi agredida, não fui avisada imediatamente, me chamaram três dias depois. Parecia que a escola queria fazer tudo por baixo dos panos. Uma pessoa desta não pode ser professora. Isso foi um crime. Imagina se minha filha tivesse sido agredida a ponto de sofrer traumatismo? — revolta-se a mãe. No registro de ocorrência, consta investigação de agressão a menores. A polícia informou que testemunhas foram à 37ª DP (Ilha do Governador) para prestar depoimento. "A criança passou por exame de corpo de delito e outras diligências são realizadas para esclarecer os fatos", informou a assessoria de imprensa. Maria Rosa relata que, no braço da filha, havia também outros sinais de violência, como arranhões. A criança enfrenta sequelas psicológicas: — Mudou o comportamento. Ela não fala com ninguém, tem medo das pessoas e não quer ir para a escola — diz a auxiliar de cozinha. No documento do registro em ata da Coordenadoria Regional de Educação, consta que a responsável pela criança informou que notou machucados na cabeça e em um braço da filha. Ao ser chamada na escola pela direção, não teria sido informada sobre o que aconteceu. Na requisição do exame de corpo de delito, consta que o exame daria início a uma apuração de crime praticado contra criança e adolescente. Imagem enviada por Maria Rosa da Conceição, mãe de uma menina de 8 anos que teria sido agredida na Escola Municipal Rotary, na Freguesia, Ilha do Governador — Foto: Arquivo pessoal
'Uma professora bateu a cabeça da minha filha na parede', diz mãe de aluna de 8 anos de escola pública da Ilha do Governador
A família registrou um boletim de ocorrência, levou a criança para fazer exame de corpo de delito e formalizou o relato em ata. Professora foi afastada, e polícia investiga o caso








